É difícil dizer se Alexandre tinha ou não a intenção de que a cidade se transformasse, em um período de poucas décadas, no mais influente centro cultural e comercial do mundo ocidental, eclipsando Cartago e Pérgamo e suplantando Roma. Certamente, ele planejava que ela substituisse Mênfis como a capital do Egito e se tornasse o mais importante porto da região. Porém, suas ambições podem ter sido ainda maiores. Ter Aristóteles como tutor o transformara em um intelectual e em um homem de ação, preocupado tanto com arte e ciência quanto com guerra e política. Por ser um homem de visão, ele teria sentido que a cidade projetada por Deinócrates atrairia inevitavelmente não só comerciantes ricos, mas também eminentes estudiosos, artistas e homens de ciência.

Derek Adie Flower, em Biblioteca de Alexandria: as histórias da maior biblioteca da antiguidade (Nova Alexandria)

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