Hipácia

A principal filósofa de sua época, uma matemática e astrônoma de primeira grandeza, provavelmente a maior intelectual mulher da Antiguidade, Hipácia (370-415 d.C.) foi uma das principais figuras da cultura alexandrina. Também uma beldade encantadora, ela era feita da matéria com que os mitos são moldados, e no entanto também era bem mortal, como seu trágico fim demononstrou.

Não há dúvida de que Hipácia tinha enorme carisma e era bem acima da média em termos de intelecto e aparência. As pessoas falavam de sua eloquência digna de um orador experiente, mas também de sua modéstia e atenção. Não é de admirar que atraísse multidões sempre que aparecia em público.

Também o neoplatonismo de Hipácia era mais uma filosofia do que uma teosofia, mais acadêmico do que religioso. Ela era uma filósofa, não uma teóloga, uma oradora e não uma pregadora. Acima de tudo, era um produto brilhante e carismático da máquina cultural alexandrina, mas não uma inovadora. E quando a Igreja controlou essa máquina, Hipácia foi esmagada com o movimento que representava

Derek Adie Flower, em Biblioteca de Alexandria: as histórias da maior biblioteca da antiguidade (Nova Alexandria)

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