Roberta Scrivano

Há uma porção de iniciativas simples que podem ser tomadas pelos pais para gerar economias significativas durante a virada do ano escolar.

Mary Elizabeth Hime, mãe de três alunos da escola Pio XII, no Morumbi, zona sul de São Paulo, dá um bom exemplo. Há dois anos ela é a coordenadora da “Bibliotroca” do colégio dos filhos. “Herdei a coordenação da mãe que criou o projeto”, conta.

O método da “Bibliotroca” é simples: os livros usados são entregues a Mary e cada unidade vale um crédito. A retirada de um novo livro também vale um crédito. “Com cada filho economizo entre R$ 800 e R$ 1 mil em material didático”, conta Mary.

Com o auxílio de uma outra mãe voluntária, Mary só recebe livros que estão na lista de material escolar do novo ano letivo. “A proposta não é virar um sebo”, completa.

Para que se obtenha maior aproveitamento dos livros, ela conta que os professores instruem os alunos a fazerem exercícios a lápis no material, ou colocar as respostas em um caderno à parte. “Quanto mais bem cuidado estiver o livro, melhor. Então, além da economia aos pais, estimulamos essa responsabilidade nos filhos”, diz a mãe.

Reajuste. Renato Arruda, professor da Unifesp, diz que no colégio do filho Marcos o aumento da mensalidade será de 10%. “Recebi uma cartinha nesta semana comunicando o aumento”, conta. “Obviamente, o meu salário não acompanhou essa alta. E imagino que o da maior parte dos pais também não acompanhou”, diz.

O filho acabou de passar para o terceiro ano do ensino médio e a mensalidade saltou de R$ 2 mil para R$ 2,2 mil. “Imagino que pagarei menos pela faculdade”, estima.

Para incorporar o aumento do custo sem incremento de renda, Arruda conta que a família toda terá de fazer um esforço. “Teremos de compensar essa alta economizando em outras coisas, como lazer e restaurantes, por exemplo.”

A opção de trocar o filho de escola não foi considerada pelo pai. “Eu ainda consigo acomodar esse aumento no orçamento familiar. Além disso, esse é o último ano dele na escola, não há como trocar um aluno de escola nessa situação”, diz o educador.

Fonte: O Estado de S.Paulo

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