Paulo Whitaker/Reuters

Paulo Whitaker/Reuters / Memória

Morreram os renomados escritores: J. D. Salinger, autor de “O Apanhador no Campo de Centeio”, o escritor norte- americano ficou marcado tanto por seu talento quanto por seus anos de reclusão. Aos 91 anos, nos Estados Unidos e José Saramago – Português que conquistou prêmios como o Camões (mais representativo para autores em língua portuguesa) e o Nobel de Literatura (em 1998). Autor de obras como “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” e “Ensaio Sobre a Cegueira”. Sofria de leucemia. Aos 87 anos em Tías, Espanha

Personagem – Vargas Llosa leva o Nobel

O peruano Mario Vargas Llosa, de 74 anos, venceu enfim o Prêmio Nobel de Literatura, anúncio feito no dia 7 de outubro, depois de passar quase três décadas nas listas de possíveis escolhidos. O último latino-americano a levar a láurea da Academia Sueca havia sido o colombiano Gabriel García Márquez, em 1982.

Autor de mais de 30 livros, entre eles Conversa na Catedral e Travessuras da Menina Má, Vargas Llosa diz que o romancista tem a obrigação de sempre questionar a vida.

Leitor de Cervantes, William Faulkner e Gustave Flaubert – a obra deste foi tema do livro A Orgia Perpétua –, o peruano tem um espectro bastante am­­plo de temas, explorando gêneros literários distintos e abordando, na maior parte das ve­­zes, o anseio do ser humano por liberdade e os voos permitidos pela imaginação. Seus livros no Brasil são publicados pelo selo Alfaguara, da editora Objetiva. O mais recente lançado no Brasil foi Saberes & Utopias – Visões da América Latina.

O Jabuti da discórdia

A troca de farpas entre Sergio Machado, presidente da Record, e Luiz Schwarcz, diretor da Companhia das Letras, balançou o mercado editorial. O motivo foi o Prêmio Jabuti. Se Eu Fechar os Olhos Agora (Record), de Edney Silvestre, venceu na categoria romance. No entanto, Leite Derramado (Companhia das Letras), de Chico Buarque (que perdeu para Silvestre), foi apontado como o livro de ficção do ano. Machado sugeriu mudanças na premiação, para evitar que uma situação como a desse ano venha a se repetir.

Livros digitais ganham força

Este ano a livraria virtual Amazon anunciou que, pela primeira vez, os livros digitais superaram a venda dos livros de papel na loja. Criadora do leitor Kindle, pioneiro do setor, ela viu sua supremacia ameaçada pelo iPad, da Apple, um fenômeno de mercado que vendeu mais duas milhões de unidades só nos Estados Unidos e chegou ao Brasil no início de dezembro. Os e-books tiveram um 2010 forte e devem crescer ainda mais nos próximos meses, ainda que as editoras brasileiras estejam investindo de maneira tímida no formato digital.

Fim de uma era

O mundo da cultura brasileira perdeu, no dia 30 de janeiro, Wilson Martins, um dos mais importantes críticos literários do país. Nascido em São Paulo, em 1921, lecionou durante 26 anos na Universidade de Nova York, e escreveu obras de fôlego, como a História da Inteligência Brasileira. Durante seis décadas, assinou colunas em jornais, entre os quais O Estado de S.Paulo e Gazeta do Povo. Era polêmico e criticava livros, nunca autores.

Experimental

O escritor Wilson Bueno foi assassinado no dia 31 de maio, dentro de sua casa, em Curitiba. Nascido em Jaguapitã (PR), em 1949, ele escreveu livros com linguagem experimental, com destaque para Mar Paraguayo. No ano 2000, Bueno ganhou uma bolsa para produzir o romance Amar Te a Ti Nem Sei se com Carícias (Planeta). O governo de Minas Gerais acaba de publicar uma edição especial do Suplemento Literário em homenagem ao autor.

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments