Correio do Estado – via O Estado de S. Paulo

Considerando que não raro editoras põem só parte de suas cartas na mesa, sem abrir com antecedência todos os trunfos, pode-se concluir que 2011 será um ano especialmente rico em lançamentos. Dentre os títulos que algumas grandes casas adiantaram ao Estado, estão obras das mais comentadas no exterior e romances nacionais muito esperados.
 
Dessa primeira leva, a Companhia das Letras publica, em junho, o livro que mais rendeu assunto em 2010, o romance Freedom, de Jonathan Franzen – por ocasião do lançamento nos EUA, o autor virou o primeiro ficcionista em dez anos a parar na capa da Time. Outros que deram o que falar foram Retrato do Viciado Quando Jovem, de Bill Clegg (sai em abril) e Listen to This, de Alex Ross (previsto para julho). Antes disso, a editora põe no mercado duas obras póstumas e inéditas de grandes latino-americanos, O Terceiro Reich, de Roberto Bolaño (janeiro), e A Ninfa Inconstante, de Cabrera Infante (fevereiro). De nacionais, deve sair o novo romance de Sérgio Sant”Anna, pela coleção Amores Expressos – só uma amostra do que a editora prepara para o ano em que completa 25 anos, efeméride que leva ainda ao lançamento de uma série de bolso e um selo.
 
Entre seus destaques, a Cosac Naify prepara para o primeiro semestre o elogiadíssimo Como Funciona a Ficção, de James Wood, e Cem Fotografias – Juan Rulfo, com as melhores fotos feitas pelo ficcionista mexicano. De obras ligadas à música, dois grandes títulos: According to the Rolling Stones, com centenas de registros dos membros da banda desde a infância e várias entrevistas, e A Day With The Beatles, livro de fotos de Don McCullin.
 
A Record lança no segundo semestre duas de suas maiores apostas, O Cemitério de Praga, de Umberto Eco, e O Mapa e o Território, de Michel Houellebecq. No primeiro semestre sai o vencedor do Booker Prize Wolf Hall, de Hilary Mantel. E, entre os mais comerciais, prometem fazer sucesso nas livrarias A Tequila Vermelha, romance adulto do best-seller juvenil Rick Riordan, e A Noite Passada no Hotel Marmont, de Lauren Weisberger, autora de O Diabo Veste Prada.
 
A Objetiva terá um ano que, para o diretor Roberto Feith, será “o mais forte da editora em termos de programação”. Guarda grandes lançamentos como O Mal Ronda a Terra, livro em que Tony Judt conta os momentos difíceis da doença que culminaria com a sua morte, em agosto passado (previsto para abril), e o novo romance do Nobel Vargas Llosa, O Sonho do Celta (junho, pelo selo Alfaguara).
 
A Ediouro, que busca firmar em 2010 o reposicionamento de seus selos Nova Fronteira (que agora agrega a Nova Aguilar e a Desiderata) e Agir, lança pelo primeiro o Bárnabo das Montanhas, de Dino Buzzati, Tinkers, que rendeu a Paul Harding o Pulitzer de ficção, e o próximo romance de Rubem Fonseca, previsto para março e ainda sem título. 

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