Juarez Lencioni Macarini –Tecnoblog

Curiosamente, há poucos dias eu estava conversando com um amigo que estava interessado no Kindle. Estávamos discutindo o que se perde e o que se ganha com essa mudança de paradigma (adeus analógico/olá digital) também nessa frente literária, assim como já aconteceu com a música e o vídeo.

Um dos aspectos que notamos é que, com um Kindle, seria impossível emprestarmos (ou pegarmos emprestados) algum livro com alguém, o que é uma atividade social que muitos apreciam — exceto quando o livro não é devolvido, mas essa é outra história. Porém agora isso mudou.

A Amazon resolveu trazer à sua plataforma de e-books mais essa similaridade com os livros analógicos. Aliás, por alguns aspectos, a similaridade é até exagerada: apesar de ser uma cópia digital, quando você empresta um livro para um amigo (e ele aceita) só ele poderá ler aquele livro até que o mesmo seja devolvido.

Emprestar livros no Kindle: "yes, we can!"

Os empréstimos podem ser feitos “uma vez” (aparentemente isso significa uma vez por título) e duram 14 dias. Nem todos os livros estão autorizados a serem emprestados — a decisão final é da editora ou de quem quer que possua os direitos sobre o livro — mas aqueles que são elegíveis para o empréstimos podem ser lidos em qualquer plataforma que o Kindle está presente: PC, Mac, Android, iOS, BlackBerry, e o próprio leitor dedicado Kindle, obviamente.

Agora vem a má notícia para nós, não-residentes nos Estados Unidos: o empréstimo só pode ser originado nos EUA, ao menos por enquanto. E para receber um livro emprestado fora das fronteiras de Barack Obama é preciso que o livro esteja disponível no seu país, com todos os direitos acertados e tudo mais.

Com informações: Amazon.

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