Um livro jogado no lixo transformou o futuro de do menino Otávio Jr, de 9 anos, morador do Morro do Caracol, no Complexo da Penha. Quando adolescente, dedicava-se à literatura infantil. Aos 22 anos, decidiu mudar a rotina de exclusão cultural da favela. Juntou todos os livros que conseguira por doação em uma mala e criou uma biblioteca itinerante na Penha e no Alemão.

Quatro anos após o início do projeto Ler é 10, leia favela, Otávio já apresentou o mundo das letras a dez mil crianças e sonha alto: quer inaugurar, no próximo mês, a primeira biblioteca na favela onde nasceu.

– Naquele momento, não tinha o conhecimento do quanto o livro faria a diferença na minha vida. Foi como um conto de fadas. Conheci outros países, a cultura de estados brasileiros e conversei com autores que só ouvi falar nos livros – lembra Otávio, que hoje, aos 27 anos, já esteve na Argentina, Colômbia e em Cuba, além de ter viajado por dez estados.

“Lanchinho literário”

A missão do livreiro do Alemão e da Vila Cruzeiro foi sendo desenvolvida com aulas de teatro nas escolas municipais da região. Depois, o jovem passou por capacitações, como a promovida pela Biblioteca Nacional. Buscou informações em feiras literárias. Estudos que serviram de aprendizado para a montagem de um acervo apropriado para crianças e adolescentes de 4 a 16 anos.

Com seriedade no trabalho, mas sempre preocupado em desenvolver o interesse pelos livros através da diversão, Otávio criou o lanchinho e o cineminha literários. As atividades sempre começam com jogos que despertam o prazer de ler.

– Através de dinâmicas, consigo aguçar a curiosidade. Se a literatura for disseminada de forma errada, a criança se afasta do livro.

fonte: Extra

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