A revista cultural BRAVO! elegeu os melhores livros NACIONAIS dos anos 2000. A lista conta com poemas, crônicas e romances que marcaram a literatura brasileira nesta década. Confira um pouco sobre os cinco primeiros colocados.

O Filho Eterno, romance do catarinense Cristóvão Tezza. Lançado em 2007, a obra conta a história de convivência e aprendizado de um pai e seu filho, portador de síndrome de Down, com rara coragem e extrema sinceridade. Confira um trecho da obra.

Em Alguma Parte Alguma, de Ferreira Gullar. Aos 80 anos e dez sem publicar poesia, o autor maranhense revela grande vitalidade e rejuvenescimento nos versos de mais um grande livro. Confira um poema do livro.

Budapeste, de Chico Buarque. Lançado em 2003, o romance é narrado por um ghost-writer. Em uma sucessão de eventos que não levam a lugar algum, Chico conta uma história na qual critica a impostura das celebrediades além de um intrigado jogo de  metalinguagens. Leia um trecho.

Cinzas do Norte, de Milton Hatoum.  O livro faz uma mistura de relatos e memórias reais com fortes traços de ficção ao retratar os conflitos de um filho com seu pai em plena ditadura militar. Confira um pedaço da obra.

Nove Noites, de Bernardo Carvalho. O livro conta a história real do antropólogo norte-americano Buell Quain, que cometeu suicídio em 1939, alguns dias após deixar uma tribo indígena no Xingu (MT). Confira um trecho.

A BRAVO! escolheu também os melhores livros estrangeiros da primeira década do século 21. Conheça um pouco dos cinco melhores.

O alemão Winfried Georg Maximilian Sebald (1944-2001) lidera a lista de BRAVO! com seu Austerlitz (Companhia das Letras, 2008). O roamance, publicado em 2001, mistura memorialismo e ficção. Na história, passada nas décadas de 30 e 40, o pequeno Austerlitz é enviado pela mãe para a Inglaterra, para escapar da eminente ameaça nazista. O garoto cresce em um vilarejo galês, educado por um pregador calvinista e sua mulher. Quando adulto, e após a morte dos pais adotivos, Austerlitz viaja aos locais de passagem dos pais biológicos, em busca das suas raízes e memórias de sua história. Confira um trecho da obra.

O chileno Roberto Bolaño (1953-2003) ficou com a vice-liderança com seu 2666 (Companhia das Letras, 2010). O romance, publicado após a morte de Bolaño, retrata as atrocidades cometidas pelos cartéis mexicanos do narcotráfico como pano de fundo para questionar a percepção humana. Confira um trecho da obra.

A obra-prima do húngaro Sándor Márai, De Verdade (Companhia das Letras, 2008), ficou na terceira posição. O livro, na voz de quatro narradores, disseca os conflitos do amor e do casamento, além de revelar os bastidores da burguesia decadente da Europa Central entre as duas grandes guerras. Demarcando com agudeza a fronteira intransponível que separa as classes sociais, o romance reabre as cicatrizes de uma capital agonizante, sitiada pelas tropas comunistas. Confira um trecho da obra.

Neve (Companhia das Letras, 2006), do escritor turco Orhan Pamuk, ficou em quarto lugar. O livro rendeu ao escritor o Prêmio Nobel em 2006. Na história, o poeta Ka, aprisionado pela neve em uma minúscula e remota cidade da Turquia, se vê no epicentro de um microcosmo de conflitos raciais e religiosos do mundo muçulmano. Confira um trecho da obra.

A quinta posição na lista de BRAVO! Ficou com A Marca Humana (Companhia das Letras, 2002), do escritor norte-americano Philip Roth. No livro, o professor de letras clássicas Coleman Silk, intelectual, velho e judeu, encarna os piores medos humanos. Confira um trecho da obra.

Fonte: Bravo

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