Geisy Arruda foi manchete dos principais jornais do Brasil e do mundo, após ser expulsa da faculdade em que frequentava o curso de turismo, por ter ido às aulas trajando um vestidinho provocante rosa e ter sido hostilizada por seus colegas nos corredores da instituição.

Depois de ser “agredida” na faculdade e ter a cena filmada e colocada na internet, a mais nova querida dos tabloides conquistou um corpo recauchutado, estampou a capa de diversas revistas, posou nua, virou empresária (lançou uma marca popular de vestidos cor-de-rosa curtos) e participou de um reality show.

Mas afinal, o que realmente aconteceu naquela noite de 22 de outubro de 2009, na universidade Uniban?

Em Geisy Arruda- Vestida para Causar o jornalista Fabiano Rampazzo conta toda a versão do antes e depois dos acontecimentos na Uniban e revela detalhes da vida da garota pobre do Grande ABC.

Na obra, Geisy relata detalhes íntimos de sua vida, como o primeiro beijo, a sua paixão pelo filho de um pastor até a sua traumática primeira experiência sexual com um MC de rap e suas aventuras sexuais com diversos parceiros.

Sobre a perda da sua virgindade aos 13 anos, com um sujeito bem mais velho de 30 anos e usuário de drogas. Geisy conta detalhes: “Fomos até a casa. Quando chegamos lá, havia champanhe e vinho. Fui com uma saia preta curtinha e uma blusinha de zíper. Mas depois disso ele me esnobou, não olhava mais para minha cara. Aí, para me vingar transei com um amigo dele”.

“Sexo pra mim é desafio, de você querer o que é difícil, e não o que é fácil. Ao todo acho que já peguei uns cinco policiais. Nunca transei com dois caras ao mesmo tempo, mas gostaria”, dispara Geisy.

Espécie de guia para interessados em lidar com a fama instantânea, e virar uma “subcelebridade”, a obra traça um retrato picante da loira do vestidinho rosa.

Leia trecho:

Minha primeira vez

Fomos até a casa. Quando chegamos lá tinha champagne e vinho. Ele tinha comprado algumas frutas, morango, uva e leite condensado também, porque ele sabia que eu gostava. Comecei a beber. Eu nunca tinha bebido antes na vida, mas como tinham falado pra mim que a primeira vez doía muito, fiquei com medo. Eu não sabia o que fazer estava com medo, nervosa, eu nunca tinha visto um homem nu.

No começo ele falou: “cara, não entra”, acho que nem imaginou que eu fosse virgem. Ele sentiu muita dificuldade, e estava doendo muito, mas segurei firme. Quando ele acendeu a luz viu que tinha sangue: “Putz, eu te machuquei? Tá machucada? Falei que era virgem, ele surtou: “Por que você não me contou?”. Respondi que queria fazer surpresa. Essa foi a primeira e última vez que transei com ele.

O trauma que tive desse episódio, não foi tanto por ter acontecido só dessa vez, mas porque depois disso ele me esnobou. Aquilo é um cachorro, um safado, um traste.

Fim da inocência

Pelo menos para me ensinar algumas coisas aquele traste serviu. Ele me deu várias dicas de sexo oral. Disse que era para fazer como se fosse um sorvete.

Ele também disse que uma mulher tem que ser cachorra na cama, tem que se impor. Que homem gosta de mulher de atitude, mulher quente. Mas depois do que passei com o Dênis, aos 13 anos, a minha postura mudou. Eu comecei a ver o sexo e os homens de outra forma.

Eu já cheguei a transar com um cara sem gostar dele e fingi muito. Já houve vez que eu rezei pro cara gozar e acabar logo. Também houve vários caras que brocharam. Acho que já transitei por quase tudo.

Fonte: Folha

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