Clara Silva

“Cadáveres Exquisitos”, publicado na Espanha em Janeiro, conta pormenores das autópsias de estrelas como Marilyn Monroe, Sharon Tate, Robert Kennedy ou Janis Joplin

Marilyn Monroe

Na manhã de 4 de Agosto de 1962, o jovem médico legista Thomas Noguchi era chamado pelo seu chefe para fazer a autópsia de uma mulher de 36 anos. Só quando levantou o lençol que tapava o cadáver numa casa em Los Angeles percebeu que se tratava de Marilyn Monroe. Na mesa de cabeceira da atriz, vários frascos de comprimidos, entre eles o poderoso sonífero Nembutal, apontavam para uma morte por overdose. Mas os primeiros resultados da autópsia feita por Noguchi alimentaram teorias da conspiração ao longo dos tempos: o estômago de Monroe estava vazio, o que pode querer dizer que as drogas foram injetadas. O médico japonês reportava também uma “pequena equimose no lado esquerdo da região lombar” que “poderia indiciar violência” e que “passou despercebida na investigação”.

A descrição da autópsia e fotografias inéditas da atriz sem vida na cama foram publicadas no domingo no jornal “El País” a propósito do lançamento na Espanha de “Cadáveres Exquisitos”. O livro que em português se poderia chamar “Cadáveres Raros” é uma tradução daquele que foi publicado por Thomas Noguchi nos Estados Unidos em 1987. No livro, o médico legista conhecido pela sua indiscrição não poupa pormenores (nem sequer fotografias) das mortes polémicas dos famosos que lhe passaram pelas mãos. Robert Kennedy, Sharon Tate, William Holden, Natalie Wood e Janis Joplin são alguns deles.

Homicídios

“Nunca na minha carreira tinha visto tal crueldade”, escreve Noguchi a propósito do cenário sangrento em que encontrou o cadáver da atriz Sharon Tate e de mais três pessoas brutalmente assassinadas pela seita de Charles Manson em 1969. “A vítima mais desoladora era Sharon Tate porque estava grávida. Jazia com as pernas dobradas sobre o estômago, como se tivesse tentado proteger o filho.”

Quanto à morte de Robert Kennedy, Thomas Noguchi, que agora tem 84 anos, causa mais polêmica. Segundo o médico, a fuligem encontrada no cabelo do político revela que “o disparo foi feito a curta distância” e levanta a possibilidade de existir outro atirador além de Sirhan Sirhan.

Álcool e drogas

Outras autópsias só confirmam versões que se tornaram públicas. Janis Joplin morreu de overdose de heroína, depois de consumir droga “mais pura do que aquela a que estava habituada”. Já o ator William Holden tropeçou e bateu com a cabeça numa mesa depois de beber uma garrafa e meia de vodka. Bêbado, não se apercebeu que o golpe de 7 cm lhe causaria uma hemorragia fatal.

Fonte: IOnline

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