Guia politicamente incorreto da história do Brasil

Guia politicamente incorreto da história do Brasil

Depois de “atirar tomates na historiografia nacional”, o jornalista Leandro Narloch demonstra que não lhe falta munição e a LeYa Brasil anuncia o lançamento da edição ampliada do “Guia politicamente incorreto da história do Brasil”. Antônio Conselheiro, Euclides da Cunha, os bandeirantes e os imperadores do Brasil são alguns dos personagens incluídos nas novas 50 páginas. Boxes e um capítulo inédito ampliam a obra, já definida como uma coletânea de pesquisas históricas sérias, irritantes e desagradáveis e desconfortáveis porque desafiam mitos e verdades aceitas há muito tempo sem contestação.

Narloch, mais uma vez, passa a limpo a história oficial duvidando igualmente dos mocinhos e dos vilões. Abre mão da condescendência com grupos tidos como minoritários ou oprimidos, como negros e indígenas, e não teme revelar sombras de personagens luminosos como Euclides da Cunha, por exemplo.

O autor já fechou um acordo com a editora para lançar mais dois livros: “Guia Politicamente Incorreto da História da América Latina”, previsto para chegar às livrarias no final do ano e “Guia Politicamente Incorreto da História Mundial”, que será lançado em 2012.
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Veja a seguir alguns trechos da edição ampliada do “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil”:
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A retórica da desigualdade social

Quem nega as vantagens do milagre econômico precisa fechar os olhos para muitos outros índices. O aumento da desigualdade é uma das poucas más notícias entre tantos números de melhora do bem-estar dos brasileiros durante a ditadura. Entre 1970 e 1980, o Índice de Desenvolvimento Humano aumentou de 0, 462 para 0, 685: nunca na história deste país houve uma ascensão tão rápida. A expectativa de vida também tomou o mesmo caminho: aumentou nove anos naquele período, depois de passar os anos 1960 estagnada.

Os empresários de Canudos

Antônio Conselheiro ganhou caras diversas: já foi comparado a Jesus Cristo, salvador espiritual de um povo oprimido, e a Che Guevara, pois teria montado uma sociedade igualitária em desafio à ordem da cidade. Uma nova imagem pode fazer parte desse álbum, a de um herói dos homens de negócios. Uma das principais reivindicações políticas do líder de Canudos é a mesma dos empresários hoje em dia: a redução de impostos.

Os bandeirantes não eram heróis. Não?

Os relatos dos padres estão repletos de exageros e mentiras obesas. Em mensagens internas, que eles escreviam para colegas da Europa, a história era diferente – muito mais tranquila e com inimigos bem mais mansos. O próprio padre Montoya contou, numa carta sobre o mesmo episódio acima, que os paulistas “não se atreveram a chegar ao povoado antes devido à notícia de que o padre ia para onde eles estavam; e fugiram quebrando as canoas, correndo pelos montes”. Os exageros nos comunicados oficiais serviam para aterrorizar as autoridades europeias, na esperança de lançá-las contra os paulistas.

Os crimes de Euclides da Cunha

Menos conhecidos que a tragédia de Piedade são os motivos que levaram a mulher de Euclides da Cunha a abandoná-lo. A fuga de Anna para a casa do amante foi resultado de anos de brigas com o marido, de humilhações e situações miseráveis causadas pelo descaso de Euclides com a família. Faz parte desse fardo até mesmo a suspeita de o escritor ter assassinado um bebê recém-nascido.

Ficha Técnica

Título: Guia politicamente incorreto da história do Brasil
Autor: Leandro Narloch
Formato: 16 x 23 cm
Brochura
Nº de páginas: 368
Preço: R$ 39,90

Sobre o autor

O jornalista Leandro Narloch nasceu em Curitiba, Paraná. Foi repórter da revista Veja e editor das revistas Aventuras na História e Superinteressante. Tem 32 anos e vive em São Paulo. Seu primeiro livro, “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil”, também lançado pela editora LeYa Brasil, já vendeu mais de 100 mil exemplares desde novembro de 2009.

Fonte: Bagarai

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