Livro aborda as trajetórias, as polêmicas e as mortes de sete ídolos do rock: Elvis, Hendrix, Janis, Morrison, Lennon, Kurt e Jerry Garcia
Danilo Casaletti

MITOS Hendrix e Lennon: vidas de exageros

A mãe de Janis Joplin a chamava de “biscate”, devido ao seu comportamento “avançado” com os meninos durante a adolescência. Kurt ameaçava os jornalistas de morte. Jimi Hendrix, que era bipolar, costumava maltratar os fãs que insistiam em pedir para ele tocar uma ou outra música em seus shows.

As afirmações acima podem chocar os fãs mais ortodoxos que não admitem que se fale mal de seus ídolos. Mas elas são resultado de uma extensa pesquisa feita pelo escritor americano David Comfort, que lança O livro dos mortos do rock – revelações sobre a vida e a morte de sete lendas dor rock’n roll (EditoraAleph), com tradução de Ricardo Giassetti e Roberta Bronzatto.

Sete são os mitos do gênero escolhidos pelo autor: Jimi Hendrix (1942-1970), Janis Joplin (1943-1970), Jim Morrison (1943-1971), Elvis Presley (1935-1977), John Lennon (1940-1980), Kurt Cobain (1967- 1994) e Jerry Garcia (1942-1995). Em comum, eles tiveram o talento e a morte precoce, quase sempre acompanhados por vícios e excessos.

Mais do que levantar polêmicas, Comfort mostra que todos eles foram vítimas de todo um sistema que os cercava: empresários, contratos, amigos, companheiros e fãs. Tudo isso, segundo o autor, aliado ao desafio da liberdade e da rebeldia, resultou em um fim de vida trágico.

O livro ainda levanta fatos das mortes desses artistas que não foram totalmente esclarecidos. No corpo de Kurt Cobain, por exemplo, foi encontrada uma quantidade de heroína três vezes maior do que a necessária para se causar uma overdose. Como o líder do Nirvana teria tido condições de, depois de consumir esse volume de droga, ter atirado contra a própria cabeça? Morrison, embora costumeiro consumidor de drogas, evitava a heroína. Por que, então, ele teria tomado uma overdose da droga no dia de sua morte?

Apesar de tocar em pontos polêmicos e considerados ofensivos para alguns idólatras, o livro não consegue destruir – e esse nem é o objetivo do autor- a imagem desses sete mitos da música mundial.

Alguns dos fatos levantados pelo autor:

 

Na adolescência, Kurt Cobain foi preso por embriagez e por pichação. Exímio desenhista desde pequeno, o cantor matou o tempo na cadeia desenhando mulheres nuas. Os desenhos foram vendidos a seus colegas de cela para que eles se masturbassem.
John Lennon, que se dizia médium, confidenciou a um amigo que teria uma morte violenta, já que viveu uma vida violenta.
Elvis Presley costumava pagar muito bem aos seus médicos. Tudo isso para que tivesse acesso aos remédios nos quais era viciado. Para um profissional de Memphis, o cantor teria financiado uma mansão de 750 mil dólares.
Jim Morrison foi o primeiro astro do rock a ser preso no palco, em 1967. Ele, ao xingar um policial durante a apresentação, incitou um tumulto. Foi acusado de perturbação da ordem pública, resistência à prisão e atentado ao pudor (ele pediu que o policial fizesse sexo com ele).
De acordo com o livro, Janis Joplin tinha um apetite sexual insaciável. Era bissexual. Segundo declaração da própria Janis, ela foi para a cama com cerca de 2 mil homens e centenas de mulheres.

Fonte: Época

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