Texto originalmente publicado no Jornal Coletivo.

A literatura é a janela para a busca de conhecimento, deve começar na infância e é fundamental que o incentivo em casa, segundo a professora do curso de letras do UniCEUB, Cátia Martins, ao acrescentar que a leitura, assim como escovar os dentes e tomar banho, são hábitos “socialmente construídos, tanto pela imitação dos adultos quanto pelos exemplos vistos e admirados na comunidade”. Com diversos benefícios, ler é condição indispensável para que a criança participe ativamente de sua realidade sociocultural e para que possa compreender o mundo à sua volta. “Essa prática auxilia muito o desenvolvimento da linguagem dos jovens leitores e amplia a capacidade de selecionar informações, relacionar, refletir e associar, além de ativar a memória e ampliar o vocabulário e a compreensão acerca do mundo à sua volta”, disse, destacando que a leitura pode oferecer um mundo mágico e melhor para todos.

O contato com os livros, portanto, deve acontecer o mais cedo possível. Catia acredita que os pais são responsáveis pela representação que as crianças irão construir sobre o livro e a prática de ler: “Não é papel da escola formar a criança leitora, é seu papel ensinar a tecnologia da alfabetização e torná-la capaz de ler. Mas o apreço, o valor e a intimidade com o ato de ler se constrói socialmente”. Vanessa Pereira Rodrigues é exemplo de mãe que incentiva a leitura dentro de casa. Preocupada com o bom desempenho escolar dos filhos, ela conta historinhas para os filhos desde que soube que estava grávida.

O Colégio Inei tem a atividade como base pedagógica da escola, segundo a orientadora educacional Lucimara Moraes, ao explicar “que queremos estabelecer um vínculo entre o leitor e os livros. Afinal, este é um importante métodos de estimulo à leitura. Além disso, é bom lembrar que o vínculo afetivo entre as crianças e a literatura é sempre construído por meio de vivências, como contar histórias, encenação de peças teatrais ou uma declamação de poesia”, finalizou.

Livrarias investem mais no público infantil

O maior desafio de pais e professores é manter o incentivo quando a criança não demonstra interesse pela leitura. Lucimara disse que os educadores devem trabalhar a leitura como algo prazeroso e evitar vincular a leitura escolar às práticas avaliativas. “Ao poder escolher o livro, a criança e o adolescente exercem seu papel de sujeito e podem construir uma boa relação com a leitura. Da mesma forma, um livro lido pela metade pode despertar a curiosidade e estimular o estudante a prosseguir a leitura sozinho”.

Para Cátia, caso a criança não manifeste interesse, os pais deverão insistir. E tão importante quanto oferecer (o livro) é rever os próprios hábitos de leitura em família. Outra tática que pode ser fundamental para o apreço pelos livros são as visitas constantes a bibliotecas e livrarias. As livrarias já reservam espaços personalizados para os pequenos como a Cultura segundo o analista de negócios da empresa, Ricardo Schil ao afirmar que o público infantil é o que mais cresce em nosso País. “Nossa produção infantil é boa e o formato é pensado para atrair esse público”. No espaço reservado para leitura infantil, pufs, mesinhas personalizadas e outros atrativos impressionam os pequenos, que mantêm o local sempre movimentado.

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