Texto escrito por Schneider Carpeggiani, no Jornal do Commercio.

Um dos principais nomes do realismo brasileiro, o fluminense Lima Barreto ganha cada vez mais a atenção das editoras.

As editoras brasileiras estão redescobrindo o escritor Lima Barreto, um dos cânones da literatura nacional. Graças à Companhia das Letras e ao selo Penguin-Companhia, ele recebe, desde o ano passado, as mais competentes edições de sua obra, que ajudam a realocar sua importância para os iniciados.

A primeira reuniu todos os seus textos curtos em Lima Barreto – Contos completos, com organização, apresentação e notas de Lilia Moritz Schwarcz. A professora também organizou as reedições de Triste fim de Policarpo Quaresma e Recordações do escrivão Isaías, para o Penguin-Companhia.

Afonso Henriques de Lima Barreto (1881-1922) iniciou sua produção à sombra de Machado de Assis. Para o professor do Departamento de Letras da Universidade Federal de Pernambuco, Anco Márcio Tenório Vieira, enquanto “Machado se inscreve numa tradição satírica; Lima faz parte de numa tradição realista. Quando digo realista, não estou dizendo escola realista, mas a tradição que toma ou tenta interpretar a realidade através da imitação. Machado tenta interpretar a realidade colocando em suspensão essa própria realidade. Como? Fazendo com que a linguagem reflita sobre a própria linguagem”.

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