Texto de Thássius Veloso publicado originalmente no Tecnoblog

Por sorte, a Amazon parece não ter esquecido qual é o foco principal do Kindle: ler livros. A companhia anunciou nessa semana que, ainda nesse ano, os donos de aparelhos Kindle terão como pegar livros de bibliotecas americanas emprestados. E o mais bacana é que o livro vai direto para o e-book reader, de acordo com informações do jornal USA Today.

Assim que a tecnologia para esse serviço estiver pronta, o sujeito poderá dar uma passadinha em alguma biblioteca dos Estados Unidos à procura de um título. Ao encontrá-lo, o Kindle receberá automaticamente aquela leitura, como se fosse um download convencional. Ao fim do prazo do empréstimo, o livro desaparece do Kindle sem maiores problemas.

A estratégia por trás dessa decisão é instigar as pessoas a comprarem os livros mais legais que estão nas bibliotecas. Se eu pego um livro emprestado e faço anotações nele, as anotações ficarão armazenadas no Kindle. Caso eu compre esse livro definitivamente, lá estarão as anotações intocadas.

A Amazon está trabalhando junto com a empresa OverDrive num sistema de DRM que permita oferecer esse recurso sem correr o risco das anotações vazarem quando o livro for “devolvido” para a biblioteca. Sim, continuamos reféns do DRM, mas nesse caso a sua implementação até que me parece bastante razoável.

Enquanto isso, em Cupertino, a Apple continua recursos mais inteligentes para a leitura de livros no iPad. Mas talvez esse não seja o grande foco do tablet, não é mesmo?

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