Cristina Danuta

O que Edgar Allan Poe, T. S. Eliot e Virgínia Wolf têm em comum além do fato de serem considerados grandes escritores? Talvez você não saiba, mas todos eles tiveram como inspiração para alguns de seus livros animais como gatos ou cães.

Para escrever o conto “O Gato Preto”, livro que se tornaria um clássico do gênero, Edgar Allan Poe teve como inspiração  sua gata Catarina, que ajudou a aquecer os pés de sua esposa, Virgínia, enquanto esta se encontrava tuberculosa. O livro já teve algumas adaptações para o cinema. No conto, o gato preto da estória se chama Plutão, em referência ao deus romano.

T. S. Eliot talvez nunca tenha imaginado que os poemas que ele escreveu para seus sobrinhos e amigos sobre um grupo de gatos acabariam por dar vida anos depois, pelas mãos de Andrew Lloyd Webber, ao premiado e mundialmente conhecido musical Cats. Os poemas, escritos nos anos 30,  narram a vida de um grupo de gatos, do temível Mac Anália (o “Napoleão do crime”) ao mágico Sr. Mistófelis, passando pelo velho Deuteronômio e pelo teimoso Rin Tim Tan Tam.

A figura de um cão vivo e esperto que se apresentava nas correspondências trocadas entre a poetisa Elizabeth Barrett Browning e seu marido, o também poeta Robert Browning, serviu de inspiração para Virgínia Wolf escrever o livro “Flush, memórias de um cão.” Certa vez, Virgínia confidenciou a uma amiga: “A imagem do cachorro deles me fez rir tanto que não pude deixar de dar-lhe vida.”

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