Criado pela Amazon, o Kindle é, entre outras coisas, um leitor de e-books. Foto: AFP

Fonte Terra

As editoras americanas se reuniram em Nova York nesta semana para promover o que haverá de melhor no próximo ano, num evento em que cada vez mais a atenção se volta para a crescente influência das publicações digitais.

As editoras participantes da BookExpo America concordam que, mesmo que a indústria editorial esteja perdendo dinheiro em geral, o aumento das vendas de ebooks e leitores eletrônicos estão oferecendo aos investidores uma oportunidade de apostar em vencedores e perdedores do futuro do setor, onde os livros impressos podem se tornar obsoletos.

Enquanto as empresas digitais estavam ainda relegadas a um canto do enorme espaço de exposição da feira, o número de editoras e de tráfego na área aumentou muito, com o mundo editorial admitindo que os livros e leitores eletrônicos estão aqui para ficar. “Eu brincava, chamando isso de gueto digital”, disse o executivo-chefe da Kobo, Michael Serbinis, que lançou uma edição nova de seu leitor eletrônico nesta semana, por US$ 129.

A empresa canadense, que também vende livros online e tem aplicativos para dispositivos móveis, anunciou nesta semana que fechou uma rodada de investimentos de US$ 53 milhões. No primeiro trimestre de 2011, as vendas de livros eletrônicos aumentaram mais de 159,8%, para US$ 233,1 milhões, de acordo com a associação de editoras americanas.

No mesmo período, os livros impressos tiveram uma queda nas vendas de 23,4$ em comparação ao ano anterior. A livraria online Amazon anunciou neste mês que agora vende mais ebooks do que livros de papel.

 

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