Texto originalmente escrito por Fabiana de Paula, no EPTV.

O quarto e último livro da série será lançado no fim deste ano

Quando começou a escrever sobre os dilemas da adolescente Fani em 2005, a escritora de literatura juvenil Paula Pimenta não imaginava que o livro “Fazendo meu Filme” viraria uma trilogia, tampouco se tornaria mania entre jovens leitores do País.

Publicitária por formação, ela ainda concilia a carreira de escritora com as aulas de violão, atividade que exerce há 10 anos. “Hoje em dia está cada vez mais difícil. Estou escrevendo outros dois livros e viajando muito por conta das palestras. Fiquei apenas com os alunos mais antigos que entendem quando preciso desmarcar as aulas em cima da hora”, conta.

O interesse pela escrita veio ainda na infância, quando começou a escrever poemas. Mais tarde, no curso de jornalismo, percebeu que seus textos opinativos não eram adequados para a profissão e aos 26 anos lançou um livro de poesias, que resultou num convite para ser colunista em um site de crônicas.

Os elogios de amigos e familiares a incentivaram a fazer um curso de creative writing (escrita criativa), em Londres, onde começou a escrever o primeiro capítulo da trilogia. “Durante o curso, senti a necessidade de colocar em prática o que estava aprendendo. No primeiro livro usei experiências minhas para contar a história da menina que vai fazer intercâmbio e acaba se apaixonando, mas depois a personagem ganhou vida própria”, conta.

“Fazendo meu Filme” conta a história de Fani, uma adolescente comum, que está sempre rodeada de amigos, mas que vê sua vida mudar diante da oportunidade de fazer um intercâmbio cultural. Aficionada por cinema, a protagonista é usuária constante de ferramentas da Internet como MSN e Orkut. A escritora adaptou os meios de comunicação usados pelos jovens da atualidade para contar histórias vivenciadas por ela.

Uma das características marcantes que compõem a personalidade da protagonista é sua paixão pelo cinema. Nos livros, Paula usa citações dos filmes preferidos da personagem para fazer uma analogia com o capítulo em questão.

Num meio dominado pela literatura de terror e fantasia, a escritora diz que não esperava tamanha repercussão. “Tive receio que as pessoas achassem o livro comum, sem graça. Mas muita gente me escreve dizendo que gosta justamente por isso, por ser algo que poderia acontecer com qualquer um. O especial de Fani é a sua própria história.”

Com mais de 25 mil obras vendidas, a escritora mineira não esquece das dificuldades que teve para encontrar uma editora que se interessasse pela história. “Na primeira editora que fui, aqui em BH, queriam que eu pagasse para publicar o livro. Na segunda, o dono alegou que adolescente não lia livro grosso (o primeiro da série tem 336 páginas) e que a história não interessaria a adultos. Na terceira tentativa, eles se interessaram depois que contei que um dos pontos principais da história era o intercâmbio e acharam que muitos jovens se identificariam”.
Depois de uma espera de três anos, ela conta que chorou de emoção ao receber o primeiro exemplar. “Esperei tanto pelo lançamento que no dia seguinte fiquei deprimida porque achei que não passaria daquilo. Pensei que só as minhas amigas leriam, mas depois veio o retorno dos leitores pelo Twitter, Facebook, e-mail. Hoje em dia quase nem dou conta de responder a todos.”

Atualmente, ela escreve o quarto e último episódio da série, com lançamento previsto para Novembro deste ano. Desta vez, Fani vai para Los Angeles cursar faculdade. Com viagem marcada para a cidade, a escritora trabalha simultaneamente no primeiro livro de uma nova série. “Tive o cuidado de não deixar os leitores órfãos com o fim de ‘Fazendo meu Filme’. No próximo livro, uma amiga de Fani ganhará a sua própria história”, explica Paula, que não revela o nome da protagonista da nova obra, intitulada “Minha Vida Fora de Série”.

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