Hoje todo mundo pelo menos já ouviu falar do Twitter. Ele está presente na vida das pessoas que não conseguem parar de usar o serviço, das que apenas acompanham o que outros dizem ou de quem assiste a noticiários, sempre buscando o que celebridades e políticos disseram na rede.

No Brasil, uma das pessoas que está a mais tempo na rede social é Rosana Hermann, o que faz dela quase uma autoridade no assunto. Muitos usuários correm para ela quando precisam de alguma ajuda com suas contas. Toda a experiência virtual de Rosana virou “Um Passarinho me Contou – Relatos de uma Viciada em Twitter”. Nele ela fala um pouco de tudo, assim como o site.

 

Há dicas e explicações para quem nunca abriu a página. Histórias engraçadas e explicações de “febres” para quem acabou de entrar. Até mesmo se você é um veterano, pode se divertir relembrando as loucuras que a rede já presenciou.

Os capítulos são como os tuítes, curtinhos mas cheios de informação. É possível descobrir porque nesta rede social “TODOS CHORA”, saber se você é um troll ou se aquele perfil incrível que você segue é um fake.

Leia a seguir a entrevista que Rosana Hermann concedeu à Livraria da Folha:

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Livraria da Folha: Quando os 140 caracteres se tornaram insuficientes e você decidiu escrever o livro?
Rosana Hermann: Quando todas as histórias vividas já não cabiam mais em tweets, posts ou vídeos. O Tweet é como um take fechado, pontual. O livro tem essa vantagem de dar zoom out pra mostrar toda a paisagem.

Livraria da Folha: Como é ser a “zeladora” do Twitter? Como você “assumiu” o cargo?
Rosana: Zeladora é um termo simpático, eu gosto de ser zeladora. Zeladora é quem zela, quem cuida, meio mãezona. Tenho um ar de professora, deve ser por isso que muita gente me pede ajuda.

Livraria da Folha: Sobre o que as pessoas mais perguntam ou pedem ajuda pelo Twitter?
Rosana: As pessoas pedem muito socorro quando algo sai errado. Sumiram os tweets, a Timeline parou, quero achar uma mensagem perdida. É mais um pronto socorro do que um consultório de prevenção.

Livraria da Folha: O livro saiu recentemente e cita coisas que ainda são comentadas na rede, como Rebecca Black. Foi difícil chegar a um prazo final de produção?
Rosana: Foi. Porque dá vontade de atualizar tudo o tempo todo. Pra isso criei um blog do livro,http://umpassarinhomecontou.wordpress.com que mantém o livro ‘vivo’.

Livraria da Folha: O que mais te incomoda na rede social?
Rosana: O uso do espaço de convivência como rinha de briga de galo. Incomoda exatamente como se você estivesse num parque cheio de gente tomando sol e curtindo o domingo e chegasse uma turma pra pisar no jardim, fazer xixi na fonte ou brigar de faca.

Livraria da Folha: Nestes anos de Twitter, qual foi para você o maior “Fica, vai ter bolo” e o “Aham, Cláudia, senta lá” da rede e dos usuários?
Rosana: Maior ‘fica, vai ter bolo’ é quando a @nairbello vai sair. Todo mundo adora e quer que ela fique. O maior “Aham, Cláudia, senta lá” é perfil que contrata ghostwriter e a gente finge que acredita que é o famoso tuitando.

Livraria da Folha: O Twitter em 140 caracteres
Rosana: Todo o passaredo piando mensagens nos galhos do arvoredo.

 

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