FONTE: Listverse, Estadão, Globo.com e Wikipedia

Ler um bom livro ou um poema é uma das alegrias da vida, e de vez em quando um bom livro pode mudar sua vida para sempre. A grande literatura, muitas vezes exige que encontremos as ideias dos autores em seus próprios termos, e a experiência nem sempre é confortável. O crescimento raramente é. Segue uma lista das dez obras literárias que exigem muito do leitor. Podem ocorrer divergências sobre as propostas da lista, mas que entre nós não tem lutado com um livro ou poema que não conseguiu agarrar nossa atenção?

 

10 – Guerra e Paz

Leo Tolstoy

Nosso décimo colocado possui centenas de personagens e mais de mil páginas impressas na versão original (1,296).  Guerra e Paz é considerado um dos maiores romances da história e também é o livro sobre o qual as pessoas mais mentem terem lido. De fato, muitas pessoas o leram apenas para dizer que o fizeram. E isso é uma vergonha, porque Tolstoi pode escrever muito bem, quer como um narrador onisciente, ou quando escreve diretamente sob o ponto de vista do personagem. No entanto, o próprio título do livro é uma piada (merecida) para volumes demasiadamente longos e que continuam a ser o principal obstáculo à leitura.

A história não emprega personagem central ou enredo e vagueia entre diversas subtramas. O enredo deste clássico da literatura russa se passa durante a campanha de Napoleão na Áustria, e descreve a invasão da Rússia pelo exército francês e a sua retirada, compreendendo o período de 1805 a 1820. O jogo da política, as intrigas da corte, as tramas da sociedade, as táticas da nobreza arruinada, a brutalidade da guerra, sua banalidade e seus acasos… Os bastidores do poder são desvendados em Guerra e paz.

Então, como você ler? Fãs dizem que é melhor ler alguns capítulos de uma vez, fazer anotações, alugar o filme, e depois “fazer algo especial” para celebrar a leitura depois de tê-la terminado. Sério? Tolstoi merece melhor.

 

09 – Atlas Shrugged

Ayn Rand

Nesse canto, com quase 1,200 páginas em sua impressão com capa dura, temos Atlas Shrugged. A obra de Ayn explora uma situação em que a classe produtiva se nega a ser  explorada pela sociedade. Enquanto o governo toma conta das indústrias, os cidadãos mais produtivos simplesmente se retiram e passam a seguir um líder (John Galt). O ponto é que qualquer sociedade deixará de funcionar se os mais racionais e produtivos não estiverem livres para ir atrás de seus interesses pessoais. O livro espelha a filosofia objetivista de Ayn, que salientava a primazia da razão, os direitos individuais, a natureza humana, o trabalho, a ética e dos valores, a política, o estado e do governo, a economia, a livre iniciativa, a propriedade privada.

Os liberais odiavam a rejeição do socialismo, enquanto os conservadores lamentavam o ateísmo implícito, embora, ironicamente, o livro pode ser visto como um tratado favorecendo a filosofia aristotélica e o conceito da existência de uma figura de Deus.

Assim, ambos os lados competiam em definir seu trabalho como algo “para adolescentes” e “estridente, sem alívio”. Os devotos recomendam ler o livro de 1000 páginas em pequenas doses, durante um longo período de tempo.

08 – Moby Dick

Herman Melville

Alguns leitores terminaram Moby Dick e se juntaram ao Greenpeace somente para prevenir que esse tipo de sofrimento aconteça novamente. Não para as baleias – mas sim para os leitores. A narrativa é incrivelmente grande e a atenção que Melville foca nas técnicas baleeiras beira a compulsão. Para um livro de mais de 600 páginas, o enredo é graciosamente escrito como “mínimo”. Alguns fãs de Melville até mesmo encorajam leitoras de primeira viagem a ouvir ao áudio book enquanto lêem.

Outros sugerem pequenas sessões de leitura. A maioria dos leitores, porém, dirá que este livro poderia ter escrito com umas 200 páginas a menos, e ainda assim seria um importante trabalho como é hoje em dia.

07 – Arquipélago Gulag

Aleksandr Solzhenitsyn

Arquipélago Gulag é provavelmente a mais forte e a certamente a mais influente obra sobre como funcionavam os gulags (campos de concentração e de trabalho forçado na antiga União Soviética) nos tempos de Josef Stálin. O livro de 1 800 páginas é uma narrativa sobre fatos que foram presenciados pelo autor, prisioneiro durante onze anos, em Kolima, num dos campos do arquipélago, e por duzentas e trinta e sete pessoas, que confiaram as suas cartas e relatos ao autor.

Esta não muito objetiva narrativa da história tece infinitas linhas narrativas deprimentes e muitas vezes os leitores a abandonar a leitura, mesmo quando a causa é tão nobre.

06 – O Pêndulo de Foucault

Umberto EcoUmberco Eco é um homem culto e ele quer que você saiba que ele trabalhou por horas em bibliotecas. O Pêndulo de Foucault projeto brinca com teorias conspiratórias e teve início com uma pesquisa entre 1.500 livros de ocultismo reunidos por seu autor.

Ele também quer que você trabalhe. Eco admite ser intencionalmente difícil e deliberadamente colocou 200 páginas de Historia em “O Nome da Rosa”  somente para desencorajar curiosos. Ele repete seu truque em O Pêndulo de Foucault, sem nenhum esforço para desenvolver a narrativa ou os personagens.

Fãs realizam a leitura do livro de quase 700 páginas com dicionários em mãos, afirmando que esse livro é “para os fortes de espírito, pessoas com perseverança, que estão dispostas a lutar para alcançar a verdade suprema que apenas alguns afortunados dominam.” O livro fará com que você se sinta um completo ignorante sobre o que se passou na ciência italiana, na filosofia, e necromancia na Idade Média. E sim, você VAI se sentir desse modo até certo ponto em que Eco acredita que você já sofreu o bastante e adiciona um enredo para que você consiga alcançar a verdade suprema.

05 – A Letra Escarlate

Nathaniel Hawthorne

A animosidade que algumas pessoas têm contra esse livro é surpreendente. A obra de Nathaniel Hawthorne se desenrola no Século 17 em uma Boston puritana, onde sua heroína, Hester Prynne, concebe uma criança como resultado de um adultério. Ela é pega pelos anciões da Igreja e obrigada a usar um grande A escarlate em suas roupas, como sinal de seu pecado. Hester acaba passando por várias situações com dignidade – algo que é difícil atualmente.

Difícil também é qualquer amor moderno por esse livro melodramático de 250 páginas. Até mesmo seus fãs admitem que é necessário um dicionário, e que você pode ser perder facilmente nas várias páginas de divagações descritivas. O próprio Hawthorne admitiu ter adicionado um capítulo completo apenas porque o livro era muito curto para impressão.

Parte 2 em Breve…

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments