Publicado por Beatriz Mota em O DIA

 

Um sentimento adormecido no coração do eleitorado poderá ser despertado em 2014. A ‘teoria do amor’ é do deputado federal Alfredo Sirkis (PV-RJ), um dos coordenadores da campanha de Marina Silva em 2010, que lança agora o livro “Efeito Marina”.

A publicação investiga o crescimento da ex-candidata — dos 3% das intenções de voto no início da campanha para os 20% no primeiro turno —, fala sobre seus bastidores e credita o fenômeno à empatia de Marina. “A campanha foi um acontecimento do coração. É difícil estabelecer empatia com o eleitorado onde há desprezo pelos políticos. Ela proporcionou reação de amor nas pessoas, que gostam dela por afinidade humana”, acredita Sirkis,

Ele exemplifica com a epígrafe de seu livro, de Gilberto Gil: “Voto na Marina porque meu coração assim ordenou”.

O deputado prevê nova campanha bem-sucedida em 2014. Só falta Marina Silva se candidatar novamente. “Minha sensação é de que este é fenômeno muito consistente. Ela continua despertando sentimentos nas pessoas. Isso a torna forte candidata para 2014”, diz Sirkis.

O livro usa como base os blogs de Sirkis durante a campanha, anotações que não foram publicadas e um capítulo escrito após as eleições.

5 Minutos com Alfredo Sirkis

Quando você viu que o material que tinha sobre a campanha renderia um livro?
— Depois do primeiro turno, com o resultado fantástico que tivemos. Por teoria, não sou um otimista na política, mas, nesse caso, eu tinha certeza absoluta de que teríamos um resultado significativo.

O que o leitor poderá encontrar de inédito em ‘Efeito Marina’?
— Ao longo do livro e dos textos do meu blogs, inseri textos de análise, alguns até criticando o que havia dito antes. Coisas que hoje eu já penso diferente, e outras que só poderia revelar após a campanha. Há muito de bastidores, histórias engraçadas da trajetória.

Conte uma história dos bastidores revelada.
— No primeiro capítulo, falo da reunião entre os turnos para ver qual seria a posição do PV. Estávamos sofrendo pressão dos dois lados. Lula insistia que apoiássemos a Dilma Roussef. Na reunião, Marina chorou ao lembrar do primeiro debate na TV. Ela contou que, quando olhou para Dilma e Serra, sentiu amor pelos dois. Disse que não sentia vontade de atacá-los. Todos se emocionaram. Decidimos pela isenção.

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