O romance “O Livro dos Mandarins” (Alfaguara), de Ricardo Lísias, goleou, por 13 a 2, “O Filho da Mãe”, de Bernardo Carvalho, e levou a quarta edição da Copa de Literatura Brasileira.

 

A competição, abrigada na internet (www.copadeliteratura.com.br), promove a disputa entre livros de autores brasileiros, por meio de resenhas.

 

Como numa mata-mata de futebol, os livros vão avançando à medida que derrotam seus oponentes em rodadas eliminatórias. Os jurados são escritores, jornalistas e críticos convidados pelos organizadores Fernando Torres, Lucas Murtinho e Lu Thomé.

 

A edição 2010/2011, que considerou livros publicados em 2009 e 2010, foi decidida em 6/6. Para chegar à final, Lísias e Carvalho derrotaram colegas como Bernardo Ajzenberg, Joca Reiners Terron, Carol Bensimon, Sérgio Rodrigues, Ivana Arruda Leite e Adriana Lisboa. Por meio de uma narrativa centrada no absurdo, “O Livro dos Mandarins” faz uma ácida crítica ao mundo corporativo.

 

Em seu voto para Lísias, o jurado Antônio Xerxenesky escreveu: “Quando o leitor abre o grosso volume, realmente não imagina todos os labirintos que Lísias o fará percorrer. (…) O recurso das repetições enquanto sintomas de um desvio intelectual/moral/psicológico do protagonista, tão comum nas narrativas de André Sant’Anna, ganham diferentes usos aqui. Nomenclatura: essa talvez seja uma chave de leitura de O livro dos mandarins. A maneira como o narrador/protagonista (o narrador não é o protagonista, todavia está contagiado por ele) nomeia cada objeto, pessoa e local que entra em contato – é isso que prende o interesse do leitor e que, de certa forma, faz a trama avançar, pois sinaliza as mudanças no personagem principal, o arco pelo qual ele passa”.

 

Nos comentários da página da Copa, o vencedor Ricardo Lísias postou: “Oi, pessoal, gostaria de agradecer as leituras. Fiquei bastante contente: tomara que seja verdade!”.

 

Os vencedores das edições anteriores da Copa de Literatura Brasileira foram Luiz Antonio de Assis Brasil, por “Música Perdida” (2007), Cristóvão Tezza, por “O Filho Eterno” (2008). e Carola Saavedra, por “Flores Azuis” (2009).

 

 

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