O ex-ativista político Cesare Battisti, libertado na madrugada de quinta-feira após a justiça brasileira ter negado o pedido de extradição da Itália, decidiu que recomeçará a vida em São Paulo e adiantou que pretende dedicar-se à literatura.

O ex-guerrilheiro declarou que sua nova causa agora será a literatura. Battisti adiantou que pretende escrever um romance tendo como pano de fundo as histórias de vida dos presos com quem conviveu no presídio de Papuda, em Brasília, onde esteve detido durante quatro anos.

“Cada preso tem sua própria história, entendi o Brasil através de relatos dessa gente. Cada preso é uma janela do Brasil. É uma ficção biográfica. Sob o pretexto de denunciar situações sociais, adoto o género romance. É o tema que conta”, afirmou o italiano.

O novo livro será o último de uma trilogia que já conta com “Minha Fuga Sem Fim” e “Ser Bambu”.

Condenado pelo assassinato de quatro pessoas durante a década de 1970, quando integrava um grupo de guerrilha de extrema-esquerda na Itália, Battisti foi preso no Brasil em 2007, onde permaneceu detido até seu julgamento final, na quarta-feira, que resultou na libertação.

O governo italiano informou que considera a possibilidade de levar o Brasil ao Tribunal Internacional de Haia para tentar rever a permissão de permanência do italiano no país. Hoje cedo o embaixador italiano em Brasília foi chamado para consultas.

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