via Jornal A cidade
Foto: Divulgação
O enredo é simples. As piadas são previsíveis. Mas o sucesso é quase eterno. Há 27 anos no ar na televisão brasileira e 31 anos após sua criação, o seriado Chaves ainda mobiliza uma legião de fãs no país. Alguns deles colocaram a paixão em livros que contam histórias e curiosidades de bastidores do programa mexicano.

O maior exemplo de fanatismo é dos jornalistas Luís Joly, Fernando Thuler e Paulo Franco que, na época de estudantes, fizeram um trabalho de conclusão de curso baseado na história do menino pobre e órfão que passa a maioria do tempo dentro de um barril.

O trabalho virou o primeiro livro sobre o seriado e sucesso de vendas em todo o Brasil. Essa é a história de “Chaves – Foi sem querer querendo”, que conta, por exemplo, como foi o processo de dublagem do espanhol para o português e números do seriado na América Latina.

A grande vendagem fez Joly e Thuler lançarem, tempos depois, já formados, “Chaves e Chapolim – Sigam-me os Bons”, com mais detalhes e um questionário para testar os fãs do elenco que protagonizou as duas séries estrangeiras de maior sucesso na televisão nacional.

Editoras

As duas publicações foram lançadas pela Editoria Matrix que não demorou para prever o sucesso da televisão também nas livrarias. “Quando entregamos o livro para a editora, eles pediram 30 dias para avaliar o trabalho. Só que, em apenas três, eles ligaram pra gente dizendo que o livro era ótimo e precisava ser publicado imediatamente”, conta Joly.

Outro jornalista que se aventurou a explicar o seriado em livro é Pablo Kashner, que em 2006 lançou “Chaves de um Sucesso”, pela Editora Senac. O livro conta com ilustrações de Eduardo Bordoni e opiniões de especialista em linguagem televisiva para tentar explicar os altos índices de audiência no Brasil.

Autobiografia Chaves por ele mesmo

O criador da série, Roberto Gomez Bolaños, também tentou transferir o sucesso das telas para o livro em “Diário do Chaves”, que conta uma história fictícia de um garoto engraxate que teria inspirado o autor a criar a série nos anos 1970.

Com tradução de Fabiana Camargo, o livro foi lançado no Brasil em 1995 pela Suma de Letras e conta com ilustrações do próprio Bolaños. Na época em que foi lançado originalmente, a publicação causou confusão na cabeça dos fãs, pois não deixa claro em nenhum momento que a história é ficção pura, característica evidente apenas após a leitura de alguns capítulos.

Conta Bolaños que, durante uma viagem à Colômbia com toda a equipe, visitando alguns pontos turísticos, o inusitado ocorreu: um pequeno garoto subiu ao ônibus para vender balas e chicletes. Quando o menino viu Bolaños, sacou todo o seu dinheiro do bolso e disse: ‘Chaves, tome, agora você pode comprar seu sanduíche de presunto!’. Chaves, isto é, Bolaños, delicadamente aceitou o dinheiro, evitando, assim, destruir a fantasia do menino.

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