com informações de Folha e Correio do Estado
  Divulgação

O Instituto Mobilidade Verde (IMV)criou a Bicicloteca, uma bike itinerante desenvolvida para percorrer as ruas das cidades brasileiras doando livros aos moradores de rua.

Com um compartimento traseiro que tem capacidade para armazenar até 150 kg de livros, a Bicicloteca é capaz de levar a leitura a centenas de desabrigados, que para ganhar uma obra só precisam fazer uma promessa: doar o livro para outro morador de rua, quando terminarem a leitura – já que seria inviável pedir para que obras fossem devolvidas à biblioteca, como de costume.

O projeto ainda está no começo e a primeira Bicicloteca do IMV foi doada hoje (25/07), o Dia do Escritor – para o MEPSRSP – Movimento Estadual de População em Situação de Rua de São Paulo, que oferece assessoria jurídica aos desabrigados, além de encaminhá-los para projetos sociais e empresas dispostas a oferecer emprego.

Até o final do ano, o Instituto ainda pretende entregar outras dez Biciclotecas, em diferentes cidades brasileiras, para ONGs comprometidas com projetos que visam levar cultura à comunidade, que receberão todo o auxílio do IMV para implantar a iniciativa.

Quem tiver livros em casa também pode participar do projeto, doando as obras – pessoalmente ou pelo correio – para a Biblioteca Municipal Mário de Andrade (Rua da Consolação, nº 94, República – São Paulo/SP), que encaminhará os livros para as Biciclotecas do IMV.

As organizações dispostas a receber uma bike itinerante podem enviar ao IMV, no e-mailcontato@mobilidadeverde.org, um pedido formal, que será avaliado pelo Instituto).

O autor da ideia, Robson Moura, morava perto de uma biblioteca no centro de São Paulo (Mário de Andrade), ele acabou se aproximando e se apaixonando pela leitura, que acabou tirando-o das ruas. Daí veio a ideia, simples, de montar um equipamento em cima da bicicleta para distribuir livros pela cidade, levando a cultura para quem precisa.

São ideias simples e geniais como essa como mostram como é possível fazer muito com pouco dinheiro, apostando na inventividade. É, muitas vezes, o que ocorre ao contrário nos governos, onde se faz pouco com muito dinheiro.

Esta aí uma daquelas soluções que podem se espalhar pelo Brasil, economizando dinheiro e distribuindo cultura.

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