Publicado originalmente na Agência Brasil

No encontro, que termina hoje, representantes do mercado editorial discutem maneiras de estimular o acesso aos livros digitais no Brasil e no mundo. Segundo Pansa, vários desafios ainda terão de ser vencidos para que a produção, distribuição e venda dos livros digitais no país cresçam. Mas antes que as editoras e os leitores abracem os livros em formato digital, as conexões de internet precisam tornar-se mais rápidas e eficientes. “Se eu não tenho internet adequada, não consigo fazer com que o consumidor obtenha um livro de maneira fácil e fique satisfeito”.

Sobre os tablets, ela acredita que a redução dos preços é uma questão de tempo, pois a produção desse tipo de computador só tende a crescer no Brasil. Ainda mais agora, que o governo decidiu desonerar a produção doméstica de tablets justamente para forçar a queda dos preços do produto nacional.

De acordo com uma pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), feita a pedido da CBL, foram lançados 52 mil livros convencionais e vendidos 386 mil exemplares em 2009. No mesmo ano, o número de livros lançados ou vendidos em formato digital foi tão pequeno que nem constou do levantamento.

Na Europa e nos Estados Unidos, entretanto, o formato digital já é o preferido de muitos leitores. Dominique Raccah, presidente da editora norte-americana Sourcebooks, disse que 35% das vendas da empresa em junho deste ano foram de livros digitais.

Bob Stein, diretor do Instituto para o Futuro do Livro, dos Estados Unidos, também acredita que o mercado de livros digitais no Brasil vai crescer muito e que as oportunidades já estão surgindo nesse mercado. Karine Pansa disse que as editoras estão cientes dessas oportunidades e querem aproveitar o momento para oferecer aos clientes um serviço que muitos ainda desconhecem.

“O grande benefício do livro digital é a portabilidade. É você ter dentro de um aparelho simples e leve uma quantidade de conteúdo sem fim”, disse ela.

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