Copiapó (Chile), 4 ago (EFE) – Um ano após a tragédia na mina San José, a maioria dos 33 de Atacama ainda tenta acordar de um pesadelo que lhes rendeu muita fama, mas pouco dinheiro. Eles ainda esperam arrecadar os lucro de livros e filmes inspirados no histórico acidente.

O fatídico episódio que foi manchete em jornais do mundo todo, pouco mudou a rotina da maioria dos mineiros, 15 dos quais continuam sem trabalho fixo. Além disso, sete estão em licença médica.

Para capitalizar o episódio trágico e evitar que o lucro seja desperdiçado, os mineiros contrataram um escritório de advocacia considerado o maior do país, Carey e Cía., e criaram uma sociedade para preservar a imagem e vender a história.

Além disso, assinaram um contrato com a agência William Morris Endevour (WME), que representa várias estrelas de Hollywood, a fim de administrar as propostas para levar sua história para o cinema e para a televisão.

A agência Carey e Cía. anunciou na semana passada que o americano Mike Medavoy, produtor de “Ilha do Medo” e “Cisne Negro”, assinou um acordo para produzir um filme sobre os 33 de Atacama.

O roteiro se baseará no livro que o jornalista americano e ganhador do prêmio Pulitzer, Héctor Tobar, escreverá sobre as experiências que o mineiro Víctor Segóvia postou em seu blog, mantida em segredo e protegida pelo escritório de advocacia.

O mineiro José Henríquez publicará em outubro um livro com sua experiência intitulado “Milagre na Mina”.

Livros e filme tentarão retratar a versão dos mineiros sobre o acidente, enquanto que jornalistas, escritores e diretores se inspiraram nesta tragédia para publicar volumes e preparar gravações sobre uma comovente história na qual a realidade voltou a superar a ficção.

Acampamento Esperança
​É difícil negar que a oração, a fé e a intervenção divina exerceram um papel tão importante na sobrevivência e no salvamento dos 33 mineiros soterrados a 700 metros e profundidade no deserto de Atacama, no Chile, quanto a extraordinária habilidade ientífica dos técnicos e a implacável determinação das equipes de emergência.

Embora jornais de várias partes do mundo e bilhões de pessoas tenham acompanhado a angústia das famílias dos mineiros de San José, poucas pessoas tiveram o privilégio de reconhecer nessa história os pequenos e grandes milagres ocorridos ― como uma borboleta avistada em um local inusitado ou a rocha convenientemente posicionada no caminho do equipamento de perfuração.

Existe o outro lado da história que precisa ser contado: o aspecto espiritual. É neste momento que o relato do pastor Carlos Parra Díaz se funde com o histórico de uma das maiores operações de resgate de todos os tempos. Eleito espontaneamente como capelão do Acampamento Esperança, o testemunho deste pastor mostra claramente que, em pleno século 21, a fé ainda move montanhas.

Relato pessoal do pastor Carlos Parra Díaz, contado a Mario Veloso e Jeanette Windle.

Informações retiradas do UOL e Thomas Nelson Brasil.

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