Publicado originalmente no Último Segundo

Trânsito parado, estacionamento fechado às pressas, livros esgotados. Atrações para todos os gostos causam tumulto no Riocentro

Maior estacionamento privado do estado do Rio, com oito mil vagas, o Riocentro teve que ser fechado às 15h desta quarta-feira (7). Segundo a organização da Bienal do Livro, o fato é inédito entre todas as edições do evento. A estimativa só para este feriado é de um público em torno de 110 mil pessoas, um quinto de tudo que se previa para onze dias de programação. Para efeito comparativo, o Rock in Rio, que começa em algumas semanas, com todos os ingressos já esgotados, tem previsão de público de cem mil pessoas em cada dia de shows.

Corredores do Riocentro ficaram lotados

Corredores do Riocentro ficaram lotados

O maior “culpado” pelo caos foi o padre Marcelo Rossi, que autografou seus livros no estande da editora Globo. Marcada para começar às 11h e durar apenas uma hora, a sessão de autógrafos se estendeu até as 18h, devido à presença de uma legião de fãs, fiéis e curiosos em torno da figura do padre. Como em um feito de multiplicação da fé. A assessoria de imprensa calcula que o padre tenha levado ao Riocentro algo em torno de 60 mil pessoas.

Ao longo de toda a tarde e começo da noite, uma multidão lotou a feira literária, causando transtornos nas ruas de acesso ao local. Houve retenção de veículos até a Avenida das Américas, a sete quilômetros do evento. Os banheiros do Riocentro tinham filam quilométricas. “Estou aqui há vinte minutos, pode acreditar”, dizia a dona-de-casa Maria Pacheco.

Pontos de ônibus próximos também formaram filas “assustadoras”. “Não sei que horas vou conseguir chegar em casa. Estou aqui há uma hora, só tem ônibus lotado”, reclamava a estudante Aline Dias, moradora de Madureira, no subúrbio carioca.

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