Publicado originalmente no G1

Com 25 milhões de livros vendidos, Marc Levy é autor de ‘E se fosse verdade’.
Ele participa de debate neste domingo (11) sobre adaptação para cinema.

O escritor francês Marc Levy lança novo romance na Bienal do Livro do Rio (Foto: Divulgação)Autor de 12 livros, Marc Levy é hoje um dos romancistas franceses mais bem-sucedidos, com 25 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo. No Rio para participar da 15ª Bienal do Livro, o escritor participa neste domingo (11), último dia do evento, de mesa sobre a adaptação de obras literárias para o cinema.

Levy fala do assunto de cadeira, já que teve seu romance “E se fosse verdade?” virar filme estrelado por Reese Witherspoon e Mark Ruffalo em 2005. “Foi um momento extraordinário; ver seus personagens ficcionais ganharem vida na tela é algo fascinante, mesmo que eles não apareçam exatamente como você imaginou”, diz o escritor em entrevista exclusiva ao G1.

Mas a adaptação Hollywoodiana era a última coisa que o autor francês imaginava quando escreveu “E se fosse verdade?”. “Depois que virei pai, comecei a escrever uma história para meu filho. Nunca tinha pensado em publicar nada. Minha ideia era guardar o texto para dá-lo de presente a meu filho quando ele tivesse a idade que eu tinha quando imaginei a história”, conta Marc Levy sobre a criação do best-seller. “Era uma forma de dizer a meu filho que ele seguisse seus sonhos e nunca deixasse ninguém desanimá-lo.”

Mas uma irmã de Levy gostou tanto do romance que resolveu encaminhar uma cópia do manuscrito para uma editora, que entrou em contato oito dias depois já com uma proposta. “Com isso pude largar meu emprego e me dedicar inteiramente à escrita. Hoje escrevo 15 horas por dia, sete dias por semana”, diz o romancista.

Novo romance
Na Bienal, Marc Levy lança seu novo romance, “Tudo aquilo que nunca foi dito”, que gira em torno da conturbada relação entre uma mulher e seu pai, que morre pouco antes da cerimônia de casamento da filha.

Levy conta que o novo trabalho tem referências autobiográficas. “O luto por palavras não ditas pode durar mais do que o luto por vidas perdidas”, comenta o autor, que diz ter sua principal fonte de inspiração nas “pequenas coisas do dia a dia” e na observação das pessoas ao redor. “Para ser escritor, é preciso saber ouvir e olhar”.

Entretanto, perguntado sobre a dica que daria para transformar uma história em um best-seller, Levy afirma: “Não há segredo. Se há, não conheço”.

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