Texto escrito por Camila Kehl em Livros Abertos

Julgar um livro pela capa: certo ou errado? Num mundo em que tudo precisa ser rotulado, em que as coisas devem concebidas depois de se levar em conta os critérios de classificação (acho isso um horror), parece estranho responder que nem um, nem outro. Mas é isso mesmo. Considerando apenas a obra literária, as histórias continuam iguais ainda que a capa seja medíocre; o que importa é a a tradução (se for o caso), a diagramação, a revisão. O que interteressa é o conteúdo, afinal. Mas, quando se olha mais longe — um olhar mais demorado e mais abrangente sobre todas as artes —, ficamos satisfeitos ao encontrar um livro cuja capa nos desperta algo mais que apenas a vontade de abrir logo na primeira página e iniciar a descoberta do enredo. Não se trata de futilidade; talvez bem pelo contrário. O objeto livro, hoje, é composto não só de folhas e palavras. É um conjunto, e também por isso é maravilhoso. Não, uma capa excelente não salva uma escrita terrivel; e provavelmente não será um fator relevante para que críticos decidam por achincalhar uma edição. Mas, como complemento, como outra forma de apreciação e deleite, é louvável.

Eis as capas de edições — as brasileiras — das quais eu gosto. E que podem servir de inspiração (ao menos servem para mim).

Raiva nos raios de sol, Fernando Mantelli; Não Editora

Raiva nos raios de sol, Fernando Mantelli; Não Editora

Pulp, Charles Bukowski; L&PM Editores

Pulp, Charles Bukowski; L&PM Editores

Meu Fausto, Paul Valéry, Editora Ateliê Editorial

Meu Fausto, Paul Valéry, Editora Ateliê Editorial

Os cadernos de Dom Rigoberto, Mario Vargas Llosa; Editora Alfaguara

Os cadernos de Dom Rigoberto, Mario Vargas Llosa; Editora Alfaguara

O museu da inocência, Orhan Pamuk; Editora Companhia das Letras

O museu da inocência, Orhan Pamuk; Editora Companhia das Letras

Lolita, Vladimir Nabokov; Editora Alfaguara

Lolita, Vladimir Nabokov; Editora Alfaguara

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