Publicado originalmente em Interrogação

Não há outra forma de apresentar a ideia da Igreja do Livro Transformador sem soar um pouco sentimental e particular. Em 2010, o interrogAção teve a oportunidade de cobrir uma boa parte dos eventos que discutiam a produção literária atual na Bienal do Livro Paraná 2010, em Curitiba. Nesses dias — como você pode acompanhar aqui — estivemos em contato com muitas ideias e opiniões sensacionais sobre o ato de leitura, sobre o comportamento do leitor e ainda, soubemos de muitas experiências compartilhadas pelo outro lado do livro, o lado do autor-leitor.

Cada mesa do Café Literário — um dos eventos principais dentro da Bienal — era resumido em folhas e mais folhas de anotações e várias ideias iam surgindo, mas uma em especial foi ganhando corpo ao longo desses quase 12 meses depois: a Igreja do Livro Transformador. Tudo começou quando assistimos uma mesa do escritor Luiz Ruffato e a escritora Elvira Vigna chamada de Literatura: um ato de resistência? onde ambos expuseram seus históricos como leitores. No calor da conversa, Ruffato disse que apostava mesmo todas as fichas de que os livros transformam a vidas das pessoas e relatando todo o seu processo de formação de leitor contou que em um dado momento ele propôs, brincando, que houvesse a Igreja do Livro Transformador, onde as pessoas dariam seus testemunhos sobre os livros que deram outros rumos para suas vidas. A Bienal passou e tivemos outras oportunidades de ver o Luiz falando e reforçando sua ideia, que mesmo aparentemente cômica, era uma ótima desculpa para as pessoas falarem um pouco mais sobre o seu amor pelos livros e principalmente aqueles que deram novos rumos para suas vidas.

Sem muitas delongas, o própio Luiz Ruffato explica um pouco sobre a sua ideias no vídeo abaixo e nós tentaremos, ao longo do tempo, dar mais forma e vida para ela. A página da campanha é essa aqui. Participe!

O que é a Igreja do Livro Transformador?

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