Publicado originalmente no Correio do Povo

Venda de livros porta a porta chega a 20% do mercado: participação dobrou

O setor de vendas diretas nem precisou se reinventar para ganhar uma segunda vida com os livros. De 2007 a 2010, a participação do porta a porta no total de vendas no Brasil aumentou de 9% para 21,66% –um em cada cinco livros vendidos.

“O Brasil tem mais de 5.000 municípios e menos de 2.000 livrarias. A venda porta a porta acaba suprindo essa lacuna”, afirma Diego Drumond e Lima, presidente da ABDL (Associação Brasileira de Difusão de Livros) e diretor-geral da Editora Escala.

O diretor de vendas da Editora Rideel, Mário Amadio, afirma que o resultado das vendas está ligado à criação do produto. “Procuramos criar um produto diferenciado para o mercado porta a porta, buscando atributos que sejam argumentos de venda, como os brindes.

A Avon, conhecida pela venda de cosméticos, descobriu esse segmento há 18 anos e, com seu exército de 1,1 milhão de revendedoras, é a líder de mercado. A negociação de grandes volumes com as editoras reduziu significativamente o preço dos livros para os clientes.

“O volume vendido de alguns títulos em uma de nossas campanhas, que tem duração de 20 dias, corresponde ao que o mercado vende no ano todo dos mesmos títulos”, diz Adriana Picazio, gerente da Avon no Brasil.

Não por acaso, a Hermes, tradicional empresa de vendas diretas do Rio de Janeiro, começou a fazer testes com a venda de livros há quatro anos. “Vimos que esse nicho podia ser melhor explorado”, afirma Silvio Zveibil, diretor de vendas da Hermes.

A venda de enciclopédias, que deu origem ao segmento, também não vai mal.

A líder de mercado Barsa, controlada pela Editora Planeta, espera vender 70 mil coleções de enciclopédias em 2011, 7% a mais que em 2010. As equipes são treinadas para atender a determinados nichos de consumidores no país.

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