Publicado originalmente por Edu Takashi

Levantamento realizado pela Callis Editora e pela MDC Online durante a 15° Bienal do Livro mostra que 47% querem ler as obras em tablets e celulares;

Mais de 37% dos entrevistados usam a internet para buscar novidades do mercado editorial;

O mercado de livros infantis está em expansão no País. Segundo o levantamento realizado pela Associação Nacional de Livrarias (ANL), em 2010, o setor teve um crescimento de 9,6% em relação ao ano anterior e a literatura infantil já é responsável por 15% do faturamento das livrarias.

Mas qual é o perfil dos leitores desse mercado? Um estudo piloto inédito realizado pela Callis Editora e pela MDC Online, empresa de marketing de relacionamento, durante a 15° Bienal do Livro do Rio de Janeiro, mostra que 70,83% dos consumidores gostariam que os livros infantis estivessem disponíveis na versão digital. Desse total, 47% em tablets e celulares, 30,2% em computadores e 18,8% em lousas digitais. Os pesquisados foram abordados por meio do Ipad para responder às questões.

A pesquisa mostra também que a internet já é uma importante fonte de pesquisa. Mais de 37% dos leitores usam os sites e as redes sociais na busca por novidades do mercado editorial. O percentual está empatado com a busca realizada em livrarias.

“A ideia do estudo foi conhecer o perfil dos leitores, principalmente, no que tange aos meios digitais”, explica Miriam Gabbai, diretora da Callis Editora. “O resultado da pesquisa mostra que estamos no caminho certo ao investir no desenvolvimento de ferramentas e aplicativos digitais”, completa ela.

Durante a 15° Bienal, a editora lançou 15 e-books e contou com um espaço tecnológico exclusivo: O Hot Spot. Além de exibir versões digitais das obras em tablets, a seção mostrou a Biblioteca Callis de Livros Encantados. O acervo interativo, lançado em meados 2010, conta com 40 livros digitais completos narrados, animados e com trilha sonora exclusiva.

“As editoras, assim como os outros mercados em expansão, podem desenvolver estudos sofisticados de pesquisa e relacionamento com o cliente. E, com os resultados, elaborar estratégias futuras”, sinaliza Mônica De Camillis, diretora da MDC, que coordenou o levantamento.

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