Publicado originalmente em O Dia

A chamada literatura de entretenimento passa ao largo dos que reclamam dos baixos índices de leitura no Brasil. Um dos melhores exemplos do bom momento do gênero é o escritor Eduardo Spohr, cujo primeiro livro, ‘A Batalha do Apocalipse’ — sobre um confronto épico entre anjos —, teve 145 mil exemplares vendidos apenas em livrarias. Na última Bienal, ele lançou seu novo romance, “Filhos do Éden”.

— Por que durante muito tempo as obras de entretenimento foram vistas como uma espécie de literatura menor ?

— Sempre houve uma certa má vontade por parte da crítica literária com esse tipo de trabalho. Uma elite que não via com bons olhos obras que continham elementos de gêneros como fantasia, terror e suspense. Se os livros fossem brasileiros, o preconceito era ainda maior.

— Quando isso começou a mudar?

— Com a expansão da Internet, sem dúvida. Antes, as impressões sobre as obras literárias eram restritas aos veículos de comunicação. Os blogs e as redes sociais mudaram completamente essa realidade. Hoje, muita gente discute literatura por esses meios.

— É possível esperar mais escritores dedicados a esse tipo de literatura? Eles terão o mesmo sucesso que você?

— Há muita gente boa que ainda vai aparecer. Trabalhar muito, escrever bem e contar uma boa história devem ser as preocupações principais de um escritor. Fazendo isso, o sucesso virá naturalmente.

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