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Maria Fernanda Rodrigues, no Estadão

Um Frei Betto inspirado fez a plateia da 7ª Fliporto gargalhar na manhã deste sábado, em Olinda, ao interpretar um texto que circula na internet sobre como a imprensa brasileira cobriria a a história da Chapeuzinho Vermelho, imitando, inclusive, seus narradores. Isso tudo para mostrar que uma história pode ser contada e interpretada de várias maneiras.

Em Pernambuco para falar sobre processo criativo, comentou que trata os livros como filhos e que neste momento está grávido de trigêmeos. Supersticioso, não abre de forma alguma o tema que tratará neles. Mas garante que todos serão de ficção. “Já esgotei minha capacidade de ensaio. Estou me livrando da camisa de força da militância política e deixando o universo onírico falar”, contou o autor mineiro que acaba de lançar o romance histórico Minas de Ouro (Rocco).

As obras políticas, como Batismo de Sangue e Cartas da Prisão, e sua experiência durante o período da ditadura militar, no entanto, dominaram boa parte da conversa mediada por Bia Corrêa do Lago.

Presença constante em eventos literários país afora, o religioso disse que reserva 120 dias do ano para escrever. “Não são seguidos, mas são sagrados. Me isolo, aproveito para rezar um pouco mais e faço também algum exercício físico.” E para descansar dos livros em construção, cria historias infantis.

Ao contrário de Deepak Chopra, que deixou a mesa de autógrafos na noite de ontem quando ainda havia leitores na fila, Frei Betto não levantou até que o último livro, o da atriz Maria Paula, fosse assinando. Agora também escritora, Maria Paula aproveitou para deixar com Frei Betto um exemplar de Liberdade Crônica (Faces), que lança amanhã na Fliporto.

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