Publicado originalmente no Techtudo

De acordo com o site The Next Web, a Amazon realmente está disposta a atuar no mercado brasileiro de varejo – e quando vier, não será só com e-books, mas também seus leitores de livros digitais.

Kindle Fire apresentado pela Amazon em evento para a imprensa (Foto: Divulgação)

Para eles, os investidores estrangeiros já estão de olho no mercado brasileiro há algum tempo, devido a ascenção do e-commerce no Brasil. Nas estatísticas, 27.4 dos 190 milhões de brasileiros já compraram produtos ou contrataram serviços online – cerca de 14,4% da população. Nas estimativas, a tendência é que este índice continue aumentando.

A Amazon já tem movido suas peças no país não é de agora: desde abril a gigante do varejo online tem negociado com diversas editoras brasileiras, como a Record, a Objetiva e a Ediouro. Vários acordos já foram fechados, e a empresa já vende, hoje, centenas de títulos em português.

O investimento para aumentar ainda mais a oferta de conteúdo em português compatível com o do seu leitor de e-books, Kindle, continua. Prova disso é que, em julho, a Amazon abriu uma vaga para o cargo de gerente sênior do Amazon Kindle, cuja descrição dizia que o contratado teria a responsabilidade de realizar negociações e criar relacionamentos com editoras brasileiras para aumentar a quantidade e qualidade dos e-books em português.

Dois meses depois a empresa deu sinais de que pretendia trazer o Amazon Web Services (AWS) ao país, abrindo uma vaga para São Paulo. O resultado? Em setembro, a empresa oficialmente lançou o serviço no Brasil, entrando no mercado de hosting e computação em nuvem nacional. Ou seja: ela já está aqui.

Agora, uma outra vaga de emprego apareceu para aumentar a especulação. A vaga para atuação em Seattle seria para o cargo de Desenvolvimento de “Negócios Globais para o Brasil”, e pede experiência em varejo.

A empresa ainda não se manifestou sobre o assunto, mas é perceptível que sua entrada não vá demorar muito.

Criando uma operação dedicado ao Brasil, a Amazon, que fatura 34 bilhões de dólares ao ano, passará a concorrer diretamente com empresas já estabelecidas aqui, como a Saraiva e a Cultura, que também investem no mercado de e-books brasileiro.

 

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