Texto escrito por Camila Kehl em Livros Abertos

Já falei sobre o autoconhecimento que a escrita proporciona. Mas e a leitura? Quem ela nos torna? O que ela faz de nós?

A leitura é também uma vivência. E as histórias que recriamos a partir da imaginação e os conceitos que absorvemos durante e após o ato de ler podem se tornar tão ou mais impactantes que as experiências pessoais — todas aquelas coisas que, a despeito da intensidade, acontecem no nosso dia a dia e que são, para nós, menos ilusórias que aquilo que as palavras escritas transmitem. E é disso que somos feitos: desse aprendizado constante, desse incessante recolhimento de impressões, sensações e pensamentos — seja onde for.

Você é o que você lê? Depende. De certa forma, sim. A escolha dos livros, a opção deliberada pelos temas que prendem sua atenção, começa por definir crenças, expectativas e gostos momentâneos. Você só compra um livro espírita se estiver curioso, se acredita ou se deseja acreditar no que prega o Espiritismo (tudo bem, esse exemplo foi meio óbvio). Mas de que forma a obra vai mexer com você? — bom, isso já é outra história.

Como cada livro traz em si uma quantidade enorme de informações que podem, por sua vez, suscitar os mais variados pensamentos, reflexões, ideias e emoções, é certo dizer que cada um, com os saberes e impressões que já carrega, terá uma impressão diferente do que leu. Por isso é importante dar uma segunda chance a obras que inicialmente não agradaram tanto assim. Porque a vida muda, e nós mudamos com ela.

Os livros, como amigos fiéis que são, acompanham e auxiliam na jornada. É só estender a mão e mergulhar na escrita.

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