Publicado originalmente no The Wall Street Journal

Há incontáveis livros de auto-ajuda destinados a jovens empreendedores. Mas quantos deles realmente ajudaram a começar ou a melhorar uma empresa?

Perguntamos a donos de empresas e educadores nos Estados Unidos quais livros lhes deram os melhores conselhos. Aqui estão alguns dos que ficaram no topo da lista.

“The E-Myth”, de Michael E. Gerber (“Empreender: Fazendo a Diferença”)
“O livro de Gerber me fez repensar o que eu queria alcançar com meu negócio e como eu faria isso”, explica J. Richard Braun, dono da Braun Agency Inc., uma firma de seguros.

“Empreender”, diz Braun, argumenta que a maioria das empresas é criada por gente que sabe como realizar a parte técnica do trabalho – como um encanador que abre uma empresa de serviços de encanamento – mas não sabe como administrar uma empresa. A resposta? Construir “sistemas replicáveis, que possam ser e serão operados na ausência do proprietário”, diz Braun.

Colocando esses sistemas em prática, os proprietários podem contratar outros técnicos para fazer o trabalho principal da empresa e colocar gerentes para supervisionar as várias operações da empresa. Aí o dono pode se concentrar no verdadeiro trabalho de um empreendedor – proporcionar uma visão e metas gerais para a companhia, bem como buscar novas oportunidades.

“Start With Why”, de Simon Sinek
“A mensagem de Sinek mudou minha vida. Ele me fez entender por que é importante entender por que você está em um determinado tipo de negócio, tanto para sua própria realização quanto para atrair os clientes e funcionários certos, e finalmente alcançar grande sucesso”, diz David Hassell, diretor-presidente da 15Five, uma pequena empresa de softwares com sede em San Francisco.

O livro sustenta que as empresas devem dar aos empregados grandes razões para trabalharem, e dar aos clientes uma causa à qual se alinhar, não apenas um produto ou serviço para comprar, diz Hassell. “Isso significa a diferença entre ter gente que comparece e trabalha por um contracheque, ou ter gente que dá o melhor de si”, diz Hassell. “Significa a diferença entre ter clientes que se transformam em defensores da sua marca, ou aqueles que vão trocá-la pela concorrente mais barata assim que puderem.”

Explicitar a missão da sua própria empresa – “todos os empregados podem dar contribuições cruciais ao negócio” – tem ajudado Hassell a construir lealdade e confiança, diz.

“The Art of the Start”, de Guy Kawasaki (“A Arte do Começo”)
Este livro bate numa tecla antiga – abrir uma empresa – mas é muito mais claro, focado e divertido do que muitos manuais no mercado, diz Steven Kaplan, diretor acadêmico do Centro Polsky para Empreendedorismo na Faculdade de Administração Booth, da Universidade de Chicago.

O livro é centrado na “substância, em vez do supérfluo, encorajando empreendedores a focarem nos clientes e serem específicos sobre seu modelo de negócios”, diz Kaplan. “Empresas iniciantes têm a tendência de se concentrar em como sua tecnologia é incrível, e como o mercado é grande. E gastam muito pouco tempo entendendo profundamente seus clientes e por que, de fato, os clientes comprariam sua tecnologia.” (Uma advertência: o livro é voltado para empresas iniciantes com alto potencial de crescimento e de alto valor agregado, como as empresas de tecnologia, segundo diz Kaplan.)

“Mastering the Rockefeller Habits”, de Verne Harnish
Este guia para desenvolver rotinas estruturadas e disciplinadas foi “uma importante influência na minha jornada para me tornar um empreendedor em série”, diz Barrett Ersek, diretor-presidente da Holganix, empresa de insumos para fertilizantes em Glen Mills, no Estado americano da Pensilvânia.

Como exemplo, Ersek conta que estabeleceu um rigoroso calendário para reuniões. Ele agora se reúne com sua equipe executiva por um dia e meio uma vez por ano, duas horas trimestralmente, 45 minutos semanalmente e cinco minutos diariamente, e cada um dos encontros tem um propósito claramente definido. “Antes, nós poderíamos ter uma reunião estratégica, mas muito menos frequentemente”, Ersek diz. “Haveria muita reclamação e pouca atenção.”

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