Publicado originalmente na Livraria da Folha

O blogueiro e ativista cristão Sérgio Pavarini extrai reflexões sobre a vida a partir de canções brasileiras no livro de crônicas “A Minha Alma Está A[r]mada: Lições de Vida que o Rock Nacional Me Ensinou” (Thomas Nelson Brasil, 2011).

A obra discute, de forma descontraída e bem humorada, temas como atualidades, política, cultura, religião e ateísmo.

Em um dos textos, o autor aborda a maneira como a internet pode ser utilizada positivamente para alimentar discussões.

No entanto, alerta Sérgio, a ferramenta deve ser desfrutada com certa precaução, pois alguns de seus usuários desejam apenas impor ideias e ideais.

Trechos de músicas de artistas e grupos como Renato Russo, Secos e Molhados, Paralamas do Sucesso, Lulu Santos, Ira!, Charlie Brown Jr., Pitty, Cazuza, Lobão, Capital Inicial e outros, permeiam as páginas do volume.

Leia trecho da página 45 de “A Minha Alma Está A[r]mada”.

A internet proporciona oportunidades ilimitadas de debate. Fuja de quem deseja apenas impor ideias e ideais. Imposição não faz parte do dicionário democrático. Lembre-se de que rótulos e generalizações não ajudam em nada a discussão política. Há propostas relevantes escondidas sob termos como “petelhos” e “tucanalha”.

Ao conhecer melhor os aspectos que a política envolve, é possível que você se apaixone por um partido e queira se tornar militante. Nenhum problema, a não ser o cuidado de não enxergar o mundo somente através das lentes partidárias. Extremismos funcionam como uma bomba para a capacidade de análise. Basta olhar para trás e constatar o que aconteceu quando tentaram construir países em torno das propostas de um único grupo.

Sempre que me perguntam se nossa nação tem jeito, minha resposta é otimista: tem, desde que as mudanças comecem em mim e em você. Encaremos o desafio da mudança, cumprindo a inspiração do hino nacional: “Verá que um filho teu não foge à luta.” A terra adorada agradece.

“O suor e o cansaço fazem parte dos meus passos. O que nunca esqueci é de onde vim. E o que tem por dentro ninguém pode roubar.”
(NX Zero, em Espero a minha vez)

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