Segundo autora, fenômeno começou em 2002 para suprir a demanda crescente por notícias de famosos

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Paris Hilton é uma das "falsas celebridades" segunda a autora do livro "Celebrity Inc."/ Foto: Getty Images

O livro “Celebrity Inc.” explica o surgimento do fenômeno relativamente recente da ascensão das celebridades “fabricadas”, ou sem algum talento convencional.

“Tudo começou em 2002”, explica a autora do livro, a jornalista americana Jo Piazza. “Havia uma demanda crescente por notícias de famosos e gente de talento como Angelina Jolie, Brad Pitt e George Clooney não dava conta.”

Ela diz que para atender a essa demanda surgiram as “falsas celebridades”, como Paris Hilton e Kim Kardashian, pessoas “capazes de fazer qualquer coisa em frente de uma câmera”. Grandes empresas logo se deram conta de que poderiam ganhar exposição ao se associar a estas pessoas.

Economista de formação, Piazza fez carreira no jornalismo de celebridades. Ela é crítica do fenômeno, dizendo que os famosos “por serem famosos” seriam um mau exemplo.

“Na minha infância, as crianças queriam ser astronautas, bombeiros ou músicos”, diz ela. “Mas hoje, muitos querem ser estrelas de reality shows. E elas ganham dinheiro porque os consumidores continuam a pagar.”

A autora cita o caso de Kim Kardashian. “Ela apareceu por causa de um vídeo sexual, mas hoje até seus parentes ficaram famosos”, afirma. “Só no ano passado, eles faturaram US$ 65 milhões.”

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