Fabrício Bini, para a Folha

O corpo da escritora Anilda Leão, que morreu na noite de sexta-feira, aos 88 anos, em Maceió (AL), foi enterrado na manhã deste domingo no Cemitério Parque das Flores, no bairro da Gruta.

De acordo com a assessoria de comunicação do hospital, o governador de Alagoas Teotônio Vilela Filho, decretou três dias de luto, até segunda-feira, em homenagem à escritora, por ela ser considerada um ícone da cultura alagoana.

Segundo o Hospital Arthur Ramos, ela estava internada desde o dia 28 de novembro do ano passado –após cair e fraturar o fêmur– e morreu de infecção generalizada.

Entre as obras literárias lançadas pela autora estão “Chão de Pedras” (1961), “Chuvas de Verão” (1974), “Poemas Marcados” (1978), “Riacho Seco” (1980), “Círculo Mágico” (1993), “Olhos Convexos” (1989) e “Eu em Trânsito” (2003).

Ela também atuou em filmes, como “Lampião e Maria Bonita” e “Órfãos da Terra”, em 1970, “Memórias do Cárcere”, na década de 1980, e “Deus é Brasileiro”, em 2002. No teatro, participou das peças “Bossa Nordeste” e “Onde Canta o Sabiá”.

Em 1973, ela conquistou o Prêmio Graciliano Ramos da Academia Alagoana de Letras, com a coletânea de contos “Riacho Seco”.

Anilda era viúva do escritor e poeta Carlos Moliterno, com quem teve dois filhos. Ela deixou também dois netos e um bisneto.

Foto:  Secom, para o Maceió Agora

Comments

comentários

Powered by Facebook Comments