Publicado originalmente por Publishnews

Editor explica uso do termo autobiografia, mesmo quando a obra não é escrita pelo próprio biografado

Biografias estão em alta. A busca das editoras por histórias de celebridades, artistas, jogadores de futebol, empresários, entre outros, é recorrente, e com frequência essas publicações ganham destaque nas prateleiras das livrarias. Uma questão a ser colocada é quanto ao uso dos termos “biografia” e “autobiografia”, devido ao fato de que muitas obras intituladas autobiografias não são de fato escritas pelo biografado. São, na verdade, relatos para um jornalista ou escritor, que compila os depoimentos para o livro, utilizando-se do recurso do uso da primeira pessoa na narrativa. Nesses casos, a produção costuma ser acompanhada pelo perfilado. Hélio Sussekind, editor do selo Primeira Pessoa, da Sextante, conta que essa estratégia funciona como proteção para a editora, pois assegura a voz do biografado e evita problemas na publicação, como reclamações do perfilado e até mesmo tentativas de barrar a venda do livro. “Enquanto não houver uma legislação que proteja mais a editora, é mais seguro fazer dessa maneira”, explica Sussekind, que, este ano, planeja lançar as autobiografias do lutador Anderson Silva e do secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Beltrame. Segundo o editor, quando o biógrafo emprega a primeira pessoa – como se quem escrevesse fosse o próprio biografado –, mantém distância de suas próprias opiniões e sustenta as versões e os argumentos de quem será perfilado.

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