Publicado por Livros e Afins

Quem é que não resiste a uma história bem contada? Pelo menos é nisto que aposta o projeto True Stories Told Live (Histórias reais contadas ao vivo) na Inglaterra.

O projeto começou em Nova York e se chama The Moth e consiste em um encontro entre pessoas que tem o interesse de contar histórias e também de ouvi-las. Muito mais do que um evento, o encontro acabou ganhando corpo e se tornando uma das grandes tendências para o mundo em 2012.

No momento em que o encontro começa alguns rituais acabam sendo descobertos, como o fato de que todos os contadores de histórias devem se inscrever antes de subir ao palco, ou seja, existe uma ordem de apresentação. Além da ordem, os participantes não podem usar qualquer recurso para se lembrarem do que estão contando, ou seja, nada de papel, ipad, ipod ou datashow.

O interessante do momento em que a história está sendo contada está muito mais concentrado na imaginação dos espectadores e na habilidade do contador de tornar a história visual o suficiente para que aqueles que estão ouvindo consigam entender e também “fazer parte” da história. Outra regra que se segue é a do tempo. Os candidatos só tem até 10 minutos para contar as histórias baseadas em fatos reais. Assim, em cada evento são contadas 5 histórias e normalmente depois da 3ª acontece um número musical.

Os eventos acontecem em pubs (em Londres) e bares (em NYC), são gratúitos (na Inglaterra) e são garantia de casa cheia. Em Nova York o evento ganhou uma notoriedade tão grande que no website da organização você (exatamente, você de qualquer lugar do mundo) pode gravar a sua história e enviar para eles (claro que a história tem que ser em inglês), mensalmente eles selecionam as melhores histórias e tocam no evento, da mesma forma que as melhores também são tocadas na radio online todos os dias.

Mas por que será que eventos como estes acabam chamando tantas pessoas? Segundo um dos organizadores da Inglaterra David Hepworth (fonte):

 

Histórias são a forma mais poderosa de entretenimento que existe e é algo muito satisfatório para seres humanos. As pessoas gostam desse sentido ordeiro que existe em uma história, no meio do caos em que vivemos.

 

E neste mundo de rapidez e bagunça, parece insólito se parar para ouvir alguém contar alguma coisa da sua vida, ainda mais sendo uma pessoa desconhecida, mas talvez a grande beleza do evento esteja em transformar um momento de ampla exposição em uma espécie de terapia em grupo, onde é possível sim, parar, ouvir e curtir. Sem precisar tuitar sobre isso, ou avisar no Foursquare onde você está.

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