Primeira etapa de pregão eletrônico foi concluída na semana passada, e custo mínimo é de R$ 330 milhões

Alguns educadores consideram que compra só deveria ser feita após elaboração de conteúdo pedagógico específico

Breno Costa e Renato Machado, na Folha de S.Paulo

Sem alarde, o Ministério da Educação concluiu na semana passada o primeiro estágio de um pregão eletrônico para a compra de até 900 mil computadores do tipo tablet. O objetivo é distribuir os equipamentos para alunos do ensino médio e fundamental.

A compra dos tablets será feita por meio do “Um Computador Por Aluno”, programa que prevê que os governos possam adquirir equipamentos a um custo mais baixo para a rede pública.

O MEC afirma que o objetivo não é comprar os tablets para todos os alunos (estimados em 53 milhões), mas sim “criar pequenos núcleos de aplicação e desenvolvimento da tecnologia, que depois vão disseminar o conhecimento”.

A compra é polêmica. Alguns educadores consideram que ela só deveria ocorrer após elaboração de conteúdo pedagógico específico.

O edital foi lançado no dia 28. A sessão de lances do pregão eletrônico começou na segunda da semana passada e foi concluída na terça.

Dezenove empresas apresentaram propostas, mas só duas delas estão tendo suas documentações analisadas: a Digibras e a Positivo, pois deram os lances mais baixos.

Se o MEC ficar com as propostas mais baratas para os quatro lotes, o investimento total será de R$ 330 milhões.

O edital previa a aquisição de dois modelos de configurações dos tablets. Ambos devem ter o sistema operacional Android, mais aberto para diversos tipos de aparelho. O sistema da Apple, por exemplo, só pode ser usado no iPad -que, na prática, fica excluído do pregão.

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