Publicado originalmente no iG

Durante rara aparição pública, ex-presidente cubano conversa por mais de seis horas com convidados

O ex-presidente cubano Fidel Castro fez um rara aparição pública na sexta-feira em Havana para lançar “Guerrillero del Tiempo”, seu novo livro de memórias. Aos 85 anos, o líder da Revolução Cubana conversou durante seis horas com convidados, no primeiro evento evento ao qual compareceu desde abril de 2011.

Fidel Castro participa de debate durante lançamento de livro em Havana, capital cubana (03/02)

Os dois volumes de “Guerrillero del Tiempo” foram escritos pela escritora e jornalista Katiuska Blanco. As novas memórias de Fidel Castro, que somam quase mil páginas, começam com as primeiras lembranças de sua infância e vão até dezembro de 1958, às vésperas do triunfo do movimento guerrilheiro que derrubou o ditador Fulgencio Batista.

Vestido com jaqueta esportiva e camisa xadrez, como mostram fotos divulgadas por jornais cubanos e no site oficial “Cubadebate”, Fidel Castro falou sobre diversos temas durante o lançamento da obra, ao qual estiveram presentes intelectuais cubanos e o ministro da Cultura, Abel Prieto.

Fidel falou do equívoco de se acreditar que o socialismo resolve todos os problemas econômicos, comentou sobre sua profunda oposição ao ensino pago e abordou assuntos internacionais, como a disputa pelas ilhas Malvinas, “um pedaço de terra confiscado da Argentina” pelo Reino Unido, segundo ele.

Fidel também disse acompanhar a situação política na Venezuela e, coincidindo com a celebração da frustrada tentativa de golpe de Estado em Caracas em 1992, o ex-governante cubano elogiou seu aliado Hugo Chávez, atual presidente venezuelano. “Nunca ninguém fez mais pelo povo venezuelano que o movimento bolivariano”, exclamou Fidel.

Ele ressaltou ainda as “admiráveis” lutas travadas pelos estudantes latino-americanos e do mundo por seus direitos e se mostrou favorável aos ideais da jovem Camila Vallejo – líder dos recentes movimentos estudantis no Chile – sobre a luta por uma educação igual para todos.

Em julho de 2010, o ex-presidente voltou à cena pública após quatro anos se recuperando de grave doença que o obrigou a delegar a presidência de Cuba a seu irmão Raúl.

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