Charlaine Harris e a vida depois de ser atingida por um raio em ‘Surpresa do  além’

Publicado no O Globo

Quando pequena, Harper Connelly foi atingida em cheio por um relâmpago. Não  foi fulminada por sorte, mas saiu da traumática experiência com o dom  sobrenatural de localizar cadáveres desaparecidos. Hoje, a personagem criada  pela escritora americana Charlaine Harris para ser a protagonista do livro  “Surpresa do além” (no detalhe) — que chega ao Brasil nesta semana pela editora  Leya, com tradução de Cassius Medauar — vem dando trabalho a Ridley Scott. O  diretor vai transformar a história em série de TV.

— Não pretendo me meter nessa fase do projeto, mas servirei de conselheira — diz a escritora ao GLOBO, por telefone. — É sempre surpreendente ver um livro  ganhar vida na TV, mas eu costumo adorar o resultado.

Apesar de se dizer “uma mulher do sul dos Estados Unidos com pouca capacidade  para línguas e escasso conhecimento sobre o mundo”, Charlaine é cultuada em  muitas partes do planeta. Em 2001, escreveu o primeiro dos 11 livros da série  “The Sookie Stackhouse” e deu origem ao aclamado seriado “True blood”, da HBO.  Em 2011, depois de publicar a última obra da saga, transformou-se na quarta  autora viva a atingir a cifra de um milhão de livros vendidos no Kindle. Sua  ficção científica arrasa quarteirões.

“Surpresa do além”, o segundo livro de sua nova série, não difere em  potencial.

— É intenso, é fruto de meu antigo interesse por pessoas atingidas por raios — diz Charlaine. — Durante anos pesquisei o assunto e descobri que cada vítima  sai dessa experiência com uma história diferente, com um sintoma distinto. Então  pensei que seria interessante ter um personagem que ganhasse o dom de localizar  corpos.

Sobre o futuro da ficção científica, a autora, que é membro da Mystery  Writers of America, da Sisters in Crime e da American Crime Writers League, não  tem dúvidas. Atesta que vampiros, anjos e figuras fantásticas seguirão povoando  prateleiras.

— É algo que interessa a todo mundo. Nos lançamentos que fiz nos Estados  Unidos, sempre há três gerações de uma mesma família aguardando autógrafo. Cada  um com um livro.

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