Publicado no jornal Público

Amanda durante o julgamento em Perugia (Foto: Alessandro Bianchi/Reuters)

Amanda Knox, a jovem americana que em Outubro do ano passado foi absolvida da acusação de homicídio de uma inglesa com quem partilhou casa na cidade italiana de Peruggia em 2007, acaba de assinar um acordo com a editora HarperCollins para contar a história dos seus quatro anos de detenção em Itália.

A HarperCollins anunciou que a jovem de 24 anos irá dar conta, de forma “inabalável”, do processo que conduziu à sua detenção e posterior julgamento, mas também dos seus primeiros tempos de estudante em Itália.
A BBC dá conta que, para ter acesso aos direitos mundiais da história de Amanda Knox, a editora terá pago à jovem americana quatro milhões de dólares (cerca de três milhões de euros). O lançamento do livro deverá ocorrer no início de 2013.
A 3 de Outubro último, Amanda Knox foi absolvida pelo tribunal de recurso da cidade italiana de Peruggia. A sua libertação, após quatro anos de cativeiro, foi imediata.
Knox tinha sido acusada pelo assassínio da sua colega de apartamento, a britânica Meredith Kercher, oriunda do sul de Londres.
Kercher foi encontrada morta em Novembro de 2007 no apartamento que partilhava com Knox, depois de ter sido esfaqueada e violada, segundo os resultados da autópsia.
O tribunal de recurso acabou por reverter a sentença anterior e ordenar a libertação quer de Knox quer do seu ex-namorado Raffaele Sollecito – que também tinha sido declarado culpado de homicídio – após terem surgido dúvidas em relação às recolhas de ADN.
A história de Knox era muito cobiçada pelas editoras norte-americanas e sabe-se que pelo menos sete mantiveram negociações com a equipa de representantes da jovem americana, que acabou por escolher trabalhar com a HarperCollins.


“Ajudada por diários que manteve durante o tempo de prisão, Amanda Knox irá falar da sua traumática experiência às mãos da polícia italiana e de colegas de prisão”, indicou Jonathan Burnham, da editora.
“Ela irá revelar pormenores nunca antes revelados sobre o seu caso e escrever como fez uso da sua força interior e dos fortes laços que mantém com a sua família para conseguir lidar com aquele que foi o mais desafiante período da sua jovem vida”, indicou ainda Jonathan Burnham.
Knox esteve detida quatro dos 26 anos que deveria durar a sua sentença e, desde que chegou a casa, a Seattle, no estado americano de Washington, não deu qualquer entrevista.
O Ministério Público italiano – que mantém que Meredith Kercher foi morta num jogo sexual que terminou da pior maneira – vai apelar da sentença do tribunal de recurso, mas é já pouco provável que Knox seja novamente extraditada para Itália

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