Publicado no Terra

Cem Anos de Solidão' ganha versão digital Foto: Getty Images

O escritor Gabriel García Márquez, o nobel colombiano que hipnotizou o mundo com suas ricas histórias, celebra seus 85 anos nesta terça-feira (6) com o relançamento digital de seu livro mais emblemático, Cem Anos de Solidão.

Além dos 85 anos de vida do celebre escritor, o lançamento digital do livro também comemora os 45 anos da publicação original, considerada uma das obras mais importantes da literatura Latino-Americana de todos os tempos. A obra, que nasceu em Macondo, um território fictício criado em torno da saga dos Buendía, é ambientada em um Caribe cheio de superstições, fantasmas, angústias e alucinações.

Cem Anos de Solidão, que já foi traduzida para quase todos os idiomas do mundo, será lançado na internet pela editora digital Leer (leer.es) em colaboração com a Ramdom House Mondadori, editora que possui os direitos autorais do título em papel.

Segundo fontes citadas pela editora, dirigida por Ignacio Latasa, essa parceria foi firmada graças ao convênio firmado entre a Leer e a agente literária Carmen Balcells, que também viabilizou a publicação digital da coleção Insultos, de Isabel Allende, lançada na última semana.

A capa da versão digital de Cem Anos de Solidão aparece como uma espécie de fetiche para os seguidores do escritor, já que esta recupera a mesma imagem da primeira edição em papel, que destacava um barco no meio de uma floresta.

Nascido em 1927, em Aracataca, litoral caribenho da Colômbia, Gabriel García Marquez, também conhecido como Gabito, vive no México há muitos anos e, depois de ter enfrentado uma grave doença, já não escreve mais suas obras.

No entanto, do lançamento de seu primeiro livro , O Enterro do Diabo: A Revoada, publicado em 1955, até seu último e breve romance, Memórias de Minhas Putas Tristes (2004), García Márquez conseguiu fazer o povo mais feliz e, principalmente, brincar com suas palavras no meio de um mundo hostil e cinza.

Com Ninguém Escreve ao Coronel, Os funerais de Mamãe Grande, A Incrível e Triste História de Cândida Eréndira e Sua Avó Desalmada, O Outono do Patriarca, Crônica de uma Morte Anunciada, Do Amor e Outros Demônios, Notícia de um Sequestro e o primeiro volume de suas memórias, Viver para Contar, García Márquez conseguia hipnotizar seus leitores desde a primeira página e, por isso, era conhecido como um “mago” da literatura.

A cultura popular, as mulheres e as histórias de seus avôs alimentaram o coração deste poeta da prosa, que sempre fez questão de ressaltar que escreve para aqueles queiram um pouquinho mais, algo que verdadeiramente conseguiu realizar ao traspassar todas as fronteiras com seu verbo torrencial.

Influenciado diretamente pelos sabores, pela música e pelo declarado compromisso político e social, Gabito sempre foi um grande mediador, embora alguns não conseguem perdoar (entre eles Mario Vargas Llosa) sua relação de amizade com Fidel Castro.

Como se explica na biografia de García Márquez, escrita pelo britânico Gerald Martín e autorizada pelo próprio escritor, Gabito está longe de ser considerado um lacaio de políticos, porém, a amizade para ele é sagrada, assim como a lealdade e a coerência.

A celebração do aniversário de García Márquez não terminará nesta terça-feira, já que até o fim do ano estão previstos inúmeros atos para homenagear esse celebre escritor. Além de seu aniversário e dos 45 anos do lançamento do livro Cem Anos de Solidão, Gabito também comemora os 30 anos de seu Prêmio Nobel, cedido pela Academia sueca em 1982.

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