Na foto, uma edição de 1768 da enciclopédia, que vai deixar de ser impressa e se focar no mercado online / Foto: Divulgação

A Enciclopédia Britânica, ou Barsa, como ficou conhecida no Brasil, foi lançada em 1768. É a mais antiga
enciclopédia generalista ainda em produção. Ou era.

A Britannica original (que nasceu na Escócia, mas é, gerida por uma empresa americana) decidiu que
a edição lançada em 2010 foi a última em papel. Afinal, foram vendidos apenas oito mil dos doze mil
conjuntos de volumes então impressos em língua inglesa. Para contrastar, em 1990, o ano de maior
popularidade, foram vendidas 120 mil enciclopédias só nos EUA.

“É um ritual de passagem para esta nova era”, afirmou Jorge Cauz, presidente da Encyclopaedia
Britannica, em declarações ao New York Times. “Algumas pessoas vão ficar tristes e nostálgicas com isto.
Mas agora temos uma ferramenta melhor. O site é atualizado constantemente, é mais expansível e tem
conteúdos multimídia”.

Após 244 anos, e tendo percebido que não pode competir com rivais gratuitos como a Wikipédia, por
exemplo, a transição para o mundo virtual está completa.

Imprimir enciclopédias era responsável por menos de 1% das receitas da empresa. Cerca
de 85% dos lucros vêm da venda de produtos para currículos escolares, o restante vem de
assinaturas do site, explicou a empresa.

Cerca de meio milhão de famílias pagam uma taxa anual de US$ 70, que inclui o acesso,
pelo computador ou dispositivos móveis, ao banco de dados completo de artigos, vídeos e
documentos originais.

Agência Pavanews, com informações de New York Times

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