Publicado originalmente no Livros & Afins

A leitura em seus momentos iniciais ou, posteriormente, por razões diversas será mediada. Mediar leitura tem um aspecto amplo. Pode significar o simples papel de ledor, o que acontence com deficientes visuais que não dominam o Braille ou pessoas ainda não alfabetizadas; mas, também, pode significar a interpretação do texto escrito, o canal de acesso à informação e à fantasia, no caso dos textos literários.

Quanto ao professor convém:

1) Ter aptidão para escolher a obra apropriada, tanto em termos de adequação etária, quanto em relação às preferências do grupo;

2) Emprego eficaz de recurso metodológico – para saber dar ritmo, reconhecer momentos de avanços ou de recuos na aprendizagem e na formação do leitor;

3) Suscitar a verbalização acerca da compreensão da obra;

4) Domínio acerca do conteúdo a ser ministrado;

5) Senso de oportunidade – o mediador deve saber avançar e recuar, testar novas abordagens. O modo de construção do leitor é um processo lento e gradativo;

6) Seleção de material – conhecer o interesse dos alunos, o universo deles, contextualizar;

7) Conhecimento da produção literária para crianças;

8) Conhecimento de lançamentos recentes, ser atualizado;

9) Atender aos princípios da Filosofia e Educação contemporâneas – “aprender a aprender e aprender a ser”;

10) Atendimento às qualidades estéticas da literatura sem preconceito e sem moralismos – literatura é arte;

11) Dar preferência a textos inovadores e emancipatórios – estimular o pensamento independente e o senso crítico;

12) Cuidar pela qualidade do material – estimular esse respeito;

13) Cuidar pela qualidade da linguagem – por mais que a língua evolua, é bom falar e escrever corretamente;

14) Cuidar pela variedade de temas;

15) Ter um tratamento questionador.

Fique atento, muitas vezes, o professor precisa trabalhar nele mesmo as aptidões de leitor. Certas resistências podem advir de desconhecimento e pouco preparo.

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